quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DOUTOR RISADINHA CONCORDA QUE O HUMOR ESTÁ EM ALTA. E VEM TRABALHANDO MUITO PARA ISSO SE MANTER!

Boooom  diiiiaaaa Pessoal! Tudo beleza? Compartilho hoje com vocês uma matéria que foi publicada no Semanário da Zona Norte em 14/10/2011, por Regina Giora, Mestre e Doutora em Psicologia Social, com o tema "Humor em alta ". Ela aborda muito bem a importância do Humor, indicando inclusive bons livros para os interessados pelo assunto, destacando ainda o cuidado para não misturarmos as coisas evitando o humor ácido (tipo Rafa Bastos) que magoa as pessoas. Lembrem-se de que devemos "Rir com as Pessoas e não das Pessoas". Esse é um dos valores do Doutor Risadinha.

Agora aproveitem a leitura deste interessante artigo: Humor em Alta
Não podia ser de outra forma. Vivemos tantas tragédias dentro e fora do cotidiano, que só mesmo o riso, provocado pelo humor, é capaz de nos confortar e proteger. Rimos do ridículo em que por vezes nos metemos, da nossa sombra projetada no outro. Rimos para aliviar a tensão, afugentar o medo. Rir faz bem ao corpo e à mente. Até aumenta nossa capacidade imunológica. Mas... sempre há um mas... nem todas as modalidades de humor que provoca o riso pode ser benéfico. Há o humor ácido que é profundamente destrutivo. E se faz rir alguns, pode também fazer chorar aquele que é alvo da piada. Aliás, pode acabar com a vida de uma pessoa. E o responsável pela “piada”, com a maior cara de pau ainda diz que estava só brincando. Pessoa sarcástica é intolerável. O humor que faz bem combina criatividade, inteligência, sensibilidade e ética. Quem não se lembra de Chaplin? Quem não conhece os Doutores da Alegria? Na história da cultura o palhaço sempre ocupou um lugar de destaque, pois nos remete à figura arquetípica do Trickster, que Jung tão bem descreveu. E quem não tem na própria família ou no grupo de amigos alguém que adora fazer palhaçadas? Aliás, há pessoas cuja presença é suficiente para nos fazer rir. Tínhamos uma amiga, que mesmo contando a piada mas sem graça, os que a ouviam, choravam de rir, pois ela era a primeira a rir. E como o riso é contagiante!

Quando eu era criança, recém chegada na capital, cismava de levantar a mão, na aula de português da “dona Aracy”, para leitura em voz alta. Nem é preciso dizer que a classe se esbaldava de tanto rir com a minha pronúncia de caipira do interior de São Paulo. A própria professora não se continha, e ela também, morria de rir – riso escondido por um lencinho contornado de rendas. Hoje alguém poderia dizer que fui vitima de bullying. Ora, o pessoal “bulia” comigo mesmo. Não tive traumas por isso, e até dou risadas da cena que devia ser. Na adolescência tive um amigo que se gabava de ser um grande conquistador. Atribuia esse “talento” ao seu porte de galã.

Coitado, mal sabia que era o humor que fazia dele uma pessoa encantadora, que atraia a atenção das meninas. E quem não gosta de estar na companhia de quem nos faz rir? Tenho um amigo que, de tão sério, é cômico. Pode? Pode.

Dei apenas uma pincelada no assunto, mas devo observar que o riso é coisa séria e tem sido objeto de interessantes trabalhos acadêmicos, há séculos.

Livros: O riso, de H. Bergson, O chiste e suas relações com o inconsciente, de S. Freud, O Homem e seus símbolos, de C. G. Jung. Como contraponto assista ao filme Melancolia

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