domingo, 30 de setembro de 2018

Doutor Risadinha apresenta "As pessoas que não conseguem sorrir"


Olá pessoal, tudo bem? Acabei de voltar de uma experiência surreal na Índia e Dubai. Na Índia para me certificar como Professor do Yoga do Riso sob a batuta pessoal do Dr. Madan Kataria, que além disso ainda me nomeou Embaixador do Riso para o Brasil (Yeehhhh!). E em Dubai para celebrar esta passagem e todas estas certificações. Valeeuuu!

E hoje, aproveito para compartilhar com vocês a matéria publicada em 28/09/18 no site Meu Estilo do R7, escrita por Natalie Keyssar da BBC e publicada antes na BBC NEWS BRASIL, com o tema "As pessoas que não conseguem sorrir", contando a estória de Kevin Portillo. Valeu muito a pena conhecer sua íntegra abaixo:

Todos os dias, Kevin Portillo pratica como sorrir. Normalmente, depois de escovar os dentes. Mas também quando vai ao banheiro ou se depara com algum espelho no caminho. Kevin conseguiu aprender a sorrir com muitos treinos

Ele insere os dedos indicadores nos dois lados da boca e puxa suavemente para cima. Em seguida, contrai o rosto como se fosse dar um beijo e abre os lábios em um "Ó", tentando alongar os músculos faciais. Pratica tanto o sorriso de Mona Lisa - discreto e com os lábios cerrados - quanto o aberto, tentando mostrar todos os dentes.

Em teoria, ele deveria fazer esse exercício diariamente. Mas como tem apenas 13 anos, às vezes acaba esquecendo, embora entenda sua importância.

"Eu preciso alongar minhas bochechas", comenta. "Faço isso por alguns minutos. Mas tenho que fazer todos os dias." Ele pratica tanto que, muitas vezes, sua mandíbula fica dolorida.

Kevin nasceu em Nova Jersey, nos EUA, com um raro tumor vascular maligno: hemangioendotelioma kaposiforme (HEK), que cobre o lado esquerdo do seu rosto, apertando o olho esquerdo e empurrando o nariz para a direita.

Imediatamente após seu nascimento, os médicos transferiram Kevin para um hospital em outro estado, o Children's Hospital of Philadelphia. A mãe só pôde ver o filho pela primeira vez em seu oitavo dia de vida. A equipe informou aos pais que as chances dele sobreviver eram pequenas. Mas ele conseguiu.

Luta pelo sorriso
A dimensão do tumor e os danos causados pelo tratamento impediram Kevin, no entanto, de fazer algo fundamental para as relações humanas: sorrir. Do ponto de vista físico, um sorriso é algo bastante evidente. Há 17 pares de músculos controlando a expressão facial, além de um individual: o orbicular, uma espécie de anel que envolve a boca.

O sorriso básico, que se curva para cima, é alcançado principalmente por meio de dois pares de músculos, conhecidos como zigomático maior e menor. Eles conectam os cantos da boca às têmporas, puxando os lábios para cima. Em geral, atuam acompanhados do músculo levantador do lábio superior, dependendo das emoções e dos pensamentos.

No entanto, é quando nos distanciamos do campo da fisionomia que o sorriso se torna algo misterioso. Essa contração de vários músculos faciais deixou sua marca ao longo da história, desde os sorrisos arcaicos das esculturas gregas, conhecidas como kouros, feitas há 2,5 mil anos, até os emojis, os pequenos ícones que usamos nas trocas de mensagem online para expressar emoções.

Existem diferenças de gênero (geralmente, as mulheres sorriem mais) e de cultura. Mas o sorriso é definitivamente uma forma de comunicação: as pessoas sorriem mais em público ou quando estão interagindo com alguém do que quando estão sozinhas.

Os cientistas demonstraram que os sorrisos são muito mais fáceis de reconhecer do que outras expressões. Só não sabem ainda a razão.

"Podemos reconhecer sorrisos muito bem", diz Aleix Martinez, professor de engenharia elétrica e da computação da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, onde fundou o Laboratório de Biologia Computacional e Ciências Cognitivas.

"Mas por que isso acontece? Ainda não temos a resposta. Não sabemos a razão. Eu posso te mostrar uma imagem por apenas dez milissegundos, e você vai me dizer que se trata de um sorriso. Isso não funciona com outras expressões."

Surpreendentemente, são necessários 250 milissegundos para reconhecer a expressão de medo - ou seja, 25 vezes mais demorado do que o sorriso. "Reconhecer o medo é fundamental para a sobrevivência, enquanto um sorriso...", reflete Martinez. "Mas é assim que fomos programados."

Função social
Outros estudos mostraram que rostos sorridentes são considerados mais familiares do que os neutros. Alguns cientistas, como Martínez, defendem a teoria de que os sorrisos - assim como franzir a testa e outras expressões faciais - são resquícios da fase pré-linguística da humanidade.

A linguagem humana começou a se desenvolver há cerca de 100 mil anos, mas nossas expressões faciais são ainda mais antigas - é possível que remetam à época de nossos primeiros antepassados.

"Antes que conseguíssemos nos comunicar verbalmente, tínhamos que nos comunicar com os rostos", comenta Martinez.

Interpretar as nuances de um sorriso é um desafio, seja na história da arte, em encontros interpessoais ou até mesmo na vanguarda da inteligência artificial. Em um estudo realizado em 2016, por exemplo, milhares de pessoas, de 44 culturas diferentes, foram questionadas sobre oito fotografias de rostos humanos - quatro sorrindo e quatro sem sorrir.

A maioria das pessoas considerou que os rostos sorridentes eram mais sinceros do que aqueles que não estavam sorrindo. Essa diferença foi enorme em alguns países, como Suíça, Austrália e Filipinas. Mas pequena em outros, como Paquistão, Rússia e França.

Em países como Irã, Índia e Zimbábue, os resultados mostraram que os sorrisos não agregam nenhum valor extra de confiança.

Por quê? Essa pergunta também é complicada. Mas, em resumo, os pesquisadores concluíram que tem a ver com o fato de aquela sociedade ser ou não moldada para que seus membros acreditem que outras pessoas estão honestas com eles.

"Níveis altos de corrupção diminuem a confiança em relação aos sorridentes", afirmam os autores do estudo. Falta de seriedade ou 'iluminação'?

Essa atitude remonta a uma visão muito antiga do sorriso, que se opunha à solenidade religiosa. Quando a devoção era um valor dominante, os sorrisos eram reprovados, tratados como precursores do riso, algo desprezado naquela época. Antes da Revolução Francesa, por exemplo, os sorrisos largos na arte representavam, em grande parte, os lascivos, bêbados e baderneiros das classes mais baixas.

No entanto, religiões orientais costumam associar o sorriso à iluminação espiritual. O nome literal do milenar Sermão da Flor, que descreve a origem de Zen Budismo, é: "Pegue a flor, sorriso leve". Buda e várias figuras religiosas foram retratadas com sorrisos serenos, embora os textos budistas originais sejam tão desprovidos de sorrisos quanto as escrituras ocidentais. Jesus chora, mas nunca sorri.

Kevin Portillo também não sorri, ou melhor, não totalmente. Já em sua quinta semana de vida, teve de passar por sessões de quimioterapia com vincristina, uma droga anticâncer tão potente que pode causar dor óssea e erupções na pele. Os médicos alertaram sua mãe, Silvia Portillo, que o tratamento poderia causar cegueira, surdez ou deixá-lo incapaz de andar.

Seja por causa do tumor ou por conta da medicação, o nervo craniano número 17 de Kevin atrofiou. Esse nervo, que se origina no tronco encefálico e se ramifica no rosto, é suscetível não só a tumores, como foi o caso de Kevin, mas também a doenças raras, como a síndrome de Moebius - paralisia facial congênita causada pela atrofia ou ausência dos nervos cranianos.

A pessoa não consegue sorrir, franzir a testa ou mover os olhos de um lado para o outro. "Basicamente, você tem uma máscara no rosto", diz Roland Bienvenu, um texano de 67 anos que sofre com a síndrome de Moebius. Sem poder sorrir, os outros "podem ter uma impressão errada de você", assegura.

"Você quase pode ler os pensamentos das pessoas. Elas se perguntam: 'Tem algo de errado com ele? Deve ter sofrido um acidente'? Questionam sua capacidade mental, acham que você talvez tenha alguma deficiência intelectual, já que se deparam com um rosto sem muita expressão."

Os desafios decorrentes da falta de um sorriso costumam se acumular. Quando as pessoas têm uma condição médica grave o suficiente para impedi-las de sorrir, outras dificuldades tendem a estar associadas. "Ele era diferente das outras crianças", diz Silvia, mãe de Kevin.

"Ele foi alimentado durante quatro anos por meio de um tubo ligado ao seu estômago. Ele não tinha como ter uma vida normal, pois em intervalos de poucas horas, nós precisávamos conectá-lo à máquina para que conseguisse se alimentar. Outras crianças, curiosas, olhavam e perguntavam o que estava acontecendo com ele", comenta.

Mas, mesmo quando Kevin foi liberado para comer normalmente, frequentar a escola e desfrutar de passatempos infantis - ele é apaixonado por futebol e toca bateria -, ainda sentia as consequências de ter um sorriso incompleto, em meio a um mundo moldado pela "perspectiva cultural da perfeição", como Richard Barnett descreve em seu livro The Smile Stealers (Os ladrões de sorriso, em tradução livre).

"Eu não conseguia sorrir do lado esquerdo, apenas do direito", conta Kevin. "Meu sorriso era estranho… As pessoas me perguntavam o que tinha acontecido, porque eu era assim. Eu respondia que havia nascido assim."

Busca por laços
A paralisia facial não se apresenta como algo óbvio, como acontece com outras deficiências. Além disso, é rara o bastante para que a maior parte da população não conheça suas causas - sejam congênitas ou adquiridas ao longo da vida.

Uma delas é a paralisia de Bell, uma inflamação do revestimento ao redor dos nervos faciais que paralisa metade do rosto, declinando o olho e o canto da boca. Em geral, atinge homens e mulheres entre 15 a 60 anos.

Na maioria dos casos, a paralisia de Bell é temporária - costuma desaparecer tão misteriosamente quanto aparece. Os médicos suspeitam que é causada por uma infecção viral.

Há ainda eventos traumáticos - como acidentes de carro ou esportivos - que danificam os nervos e músculos faciais, além de irregularidades congênitas, como o lábio leporino (ou fenda palatina).
Uma condição comum que também pode afetar o sorriso é o acidente vascular cerebral (AVC). O sorriso assimétrico é um dos três sinais de derrame e indica, consequentemente, que a pessoa precisa de atendimento de médico imediato. Os outros dois são: dormência em um braço e fala arrastada ou distorcida.

Perder um sorriso é um duro golpe em qualquer idade, mas pode ter um impacto maior sobre os jovens, que estão apenas começando a criar laços que vão levar para o resto da vida.

"É um grande problema", diz Tami Konieczny, supervisora do setor de terapia ocupacional do Children's Hospital of Philadelphia. "Quando você vê alguém, a primeira coisa que enxerga é o rosto, sua habilidade ou incapacidade de sorrir, ou de apresentar um sorriso assimétrico. É o seu mundo social", afirma.

"Se alguém não consegue ler suas expressões faciais, então, é difícil ser aceito socialmente. É extremamente devastador para as crianças. Eu vi algumas retocando suas fotos em programas de computador. Elas tiram fotos do lado bom do rosto, espelham e copiam. Ou seja, manipulam suas próprias imagens antes de postá-las nas redes sociais."

Manipular fotos pode funcionar para as postagens no Facebook. Porém, consertar um sorriso dividido por danos nos nervos e, consequentemente perda muscular, é muito mais complicado. Às vezes, requer cirurgias plásticas de vários níveis, ao longo de anos.

"É incrivelmente importante poder interagir cara a cara com as pessoas", diz Ronald Zuker, cirurgião plástico canadense, pioneiro em procedimentos de reconstrução facial.

"Se você não tem a capacidade de sorrir, você está em desvantagem. As pessoas não conseguem entender suas emoções internas. E confundem sua expressão com falta de interesse, inteligência ou de envolvimento na conversa."

Ainda assim, alguns pais preferem esperar até que os filhos fiquem mais velhos e possam participar da decisão de fazer as intervenções cirúrgicas.

"Se as famílias querem esperar, tudo bem", diz Zuker. "Às vezes, quando uma criança tem nove ou dez anos, ela se olha no espelho e diz: 'Sabe de uma coisa, eu quero fazer a cirurgia'. Essa é a hora."

Recomeço difícil
Foi o que aconteceu com Kevin. Ele estava indo bem, "mesmo com uma cicatriz no rosto, sempre foi popular na escola", diz a mãe. 

"Sempre foi uma criança feliz." Mas havia crianças que zombavam dele. Um dia, prestes a completar nove anos, chegou muito triste em casa.

"Eu perguntei: 'O que aconteceu'? Ele respondeu: 'Algumas crianças não são minhas amigas. Elas riem de mim porque eu pareço engraçado'. Como pais, ouvir isso foi muito difícil", lembra Silvia.

Aos 10 anos, Kevin disse aos seus pais, sem pestanejar, que queria fazer a cirurgia. Ele já sabia que o processo seria longo, doloroso e difícil, mas era o que ele queria.

Em outubro de 2015, Phuong Nguyen, cirurgião plástico do Children's Hospital of Philadelphia, começou o procedimento. Ele removeu uma parte do nervo sural do tornozelo direito de Kevin e fixou no lado direito do rosto do menino, passando-o por baixo do lábio superior em direção ao lado esquerdo paralisado. Deixou então crescer por quase um ano. As fibras nervosas avançaram cerca de um milímetro por dia (quase 24 mil vezes mais lento que um caracol).

Durante esse período, os médicos avaliavam periodicamente as bochechas de Kevin para ver se o nervo estava progredindo. "Quando está formigando, você sabe que o nervo está crescendo", explica Nguyen.

Remover o nervo fez com que um pequeno pedaço de pele do tornozelo de Kevin ficasse adormecido. Mas como Kevin ainda estava crescendo, essa parte sem sensibilidade começou a diminuir à medida que a rede neural assumia sua função.

Quando Nguyen teve certeza de que o nervo enxertado estava no lugar e operante, decidiu passar para o segundo estágio da cirurgia. Em agosto de 2016, o cirurgião pegou um marcador de texto roxo e desenhou um par de linhas paralelas no rosto de Kevin, indicando a localização de uma artéria principal e, na sequência, fez uma seta, mostrando como seria o sorriso do menino.

Nguyen removeu um segmento muscular de doze centímetros, junto a uma seção de artéria e veias, da coxa esquerda de Kevin. Na sequência, fixou tudo com um separador feito sob medida para a boca de Kevin. No ano seguinte, Kevin começou a fazer os primeiros movimentos no lado esquerdo da boca. "É realmente uma coisa mágica", diz Nguyen.

Kevin precisou de sessões regulares de terapia ocupacional para avançar no tratamento. Ele pratica diferentes exercícios. Um deles consiste em soprar luvas de látex para estimular o interior da bochecha. Em outro, precisa inserir um EMG - sensor retangular preto que lê a atividade elétrica do músculo - na bochecha esquerda, para que possa jogar videogame sorrindo e relaxando.

A reabilitação física é a parte do processo cirúrgico que muitas vezes é negligenciada, mas pode ser a diferença entre os casos de sucesso e fracasso.

"A diferença é enorme. Especialmente nos casos de paralisia facial", diz Nguyen. "Você pode realizar cirurgias tecnicamente bem sucedidas em dois pacientes e ter resultados completamente diferentes, de acordo com o comprometimento de cada um com a reabilitação."

Como Kevin se sente agora ao conseguir sorrir? "Faço isso automaticamente", diz ele. "Às vezes, sorrio quando alguém conta uma piada. Na verdade, está ótimo agora. Antes era estranho. Ao sorrir com os dois lados da minha boca ao mesmo tempo, sinto que sou uma pessoa que sorri direito."

A mãe relembra quando viu o sorriso de Kevin pela primeira vez. "Estávamos todos na mesa comendo", diz Silvia. "Então, notamos algo diferente: 'Kevin, você está movendo o outro lado'?" Como o novo sorriso transformou a vida de Kevin?

"Antes, eu era realmente tímido", diz ele. "Agora, sou menos tímido e mais ativo." "Eu costumava ter dificuldade em expressar minhas emoções. Agora, as pessoas sabem se estou sorrindo ou dando uma risada. Antes, eu ria de uma maneira estranha. Mas agora, aos poucos, elas sabem que estou tentando sorrir. Eu rio e sorrio. Quando eu jogo futebol e faço um gol, fico feliz e sorrio para mostrar a todos quem marcou."

E não se esqueçam de me ajudar na divulgação desta matéria, tornando-se também, SEGUIDORES do blog Espaço do Riso, para acompanhar tudo o que rola sobre os benefícios que o Riso e Bom Humor proporcionam à nossa saúde e relacionamentos pessoais e profissionais.

Sempre que precisar realizar eventos motivacionais, lembre-se de Marcelo Pinto – www.palestrantedobomhumor.com.br ! Desenvolvemos palestras e treinamentos criativos e com uma das melhores relações investimento x benefício existentes no mercado.

Abraços, SORRIA E TENHA UM BOM DIA ®

ATENÇÃO! O Blog Espaço do Riso não tem como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são extraídos da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas".

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Doutor Risadinha destaca a Importância do Humor no Atendimento ao Cliente

Olá pessoal, tudo certinho? Hoje compartilho um artigo bem legal publicado pelo Paulo Loja, Diretor Comercial e Marketing Estratégico da RHmais, em 27/agosto/18 no site Call Center Magazine com o título “Humor deve ser introduzido na Experiência do Cliente?”. É bem o que defendo em minha palestra sobre Atendimento ao Cliente. Confiram na íntegra:

Frank Zappa perguntava num título de um seu concerto gravado ao vivo em 1984: «does humor belong in music? No caso das experiências que os Clientes têm com as marcas, produtos, serviços e suporte, podemos também formular uma questão análoga: será que o humor deve ser introduzido na experiência?

À semelhança da prática de exercício físico regular, o humor é uma “arma” muito delicada. Bem aplicado o exercício aumenta o nosso bem-estar físico e psicológico; mal aplicado pode causar lesões graves e mesmo irreparáveis. A utilização dos vários tipos de humor: direto, sarcasmo, ironia, nonsense, etc, podem ser bem aplicados e adequados ao meio e recetor, fortalecer uma ligação do Cliente com a marca ou podem destruir para sempre essa relação se aplicados a despropósito e para Clientes que não percebem ou não apreciam esse tipo de humor.

Todos conhecemos boas utilizações do humor como é o caso de alguns vídeos de demonstração de segurança dentro dos aviões tentando, através do humor, que os passageiros prestem atenção às instruções, e mesmo os cartazes já icónicos do metro de Londres. Temos também os cartazes da companhia de aviação Virgin que sempre procurou diferenciar-se da concorrência pela irreverência das suas mensagens e mesmo de alguns dos seus serviços. A tripulação era mesmo escolhida pela sua capacidade de introduzir o humor nas conversas com os passageiros.

Esta componente pessoal e de improviso pode ser muito diferenciadora quando bem aplicada na altura da interação com os Clientes mas é a mais arriscada, exigindo da parte do colaborador, além de uma grande capacidade de improviso, uma capacidade de avaliação imediata, se a introdução do humor está a produzir o impacto positivo diferenciador desejado ou, pelo contrário, se está a “afastar” o Cliente dando uma imagem de pouco profissionalismo.

É um tipo de humor muito no limite atendendo às circunstâncias de insegurança latente que enquadram o transporte aéreo mas se houver a perceção que o Cliente adere a este tipo de comunicação pode criar-se um ambiente mais relaxado, uma diferenciação interessante e um word of mouth positivo nos Clientes que apreciam usar serviços de uma forma mais “desconstruída” e divertida.

Por outro lado, se tivermos um serviço com fila e comentarmos usando ironia ou sarcasmo do tipo «aproveite o tempo na fila para fazer amigos», tentando usar o humor para atenuar a má experiência, há grandes probabilidades de o tiro sair pela culatra e provocarmos ainda maior insatisfação. Mas o potencial positivo é enorme e há um grande campo de trabalho, assim haja imaginação, capacidade de implementação e colaboradores com capacidade de gerir o humor sempre de uma forma controlada e eficaz. Por exemplo: se eu quiser anunciar um serviço ao qual se adere sem burocracias e sem necessidade de papéis, posso referir o episódio dos Gato Fedorento «O papel! Qual papel?» pois as pessoas que valorizam e podem utilizar esse tipo de serviço, se forem portuguesas, têm essa referência.

O humor funciona sempre com a necessidade de uma referência: autoridade, regras (sociais, oficiais ou religiosas), processos, comportamentos, acontecimentos (agradáveis ou desagradáveis), etc. O humor entra como contraponto a essa referência: invertendo-a através da ironia, aumentando-a através da caricatura ou humor direto, amesquinhando-a através do sarcasmo ou baralhando-a através do nonsense e ironia. Ou, frequentemente, como combinações dos vários tipos.

Quanto mais o Cliente for limitado culturalmente (não tem a ver com o seu nível de ensino), menos referências terá, pelo que se reforça a necessidade de extremo cuidado na utilização do humor. Se o Cliente não tiver uma referência não irá sequer entender que estamos a usar humor e assim não há efeito positivo e pode até ocorrer o negativo. Como um exemplo básico: os episódios onde o Herman José brincava com a pronúncia e tradução do inglês não têm nenhum impacto nas pessoas que não saibam a língua e tenham a referência do que está certo de modo a comparar com as “alterações” produzidas. Bastava ele fazer isso com palavras e frases em alemão para que apenas uma pequeníssima franja de sociedade portuguesa percebesse a piada.

Resumindo: sim ao Humor no desenho e gestão da experiência dos Clientes desde que bem programado, os sistemas o permitam e, principalmente, saibamos escolher e dar a formação necessária aos colaboradores que asseguram a interação com os Clientes.

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domingo, 19 de agosto de 2018

Dr. Risadinha confirma: Liderança Bem Humorada é mais eficiente!

Oi Pessoal, tudo certinho neste Domingão? Então para melhor nosso dia, compartilho hoje um texto bem legal da Sara Dias Oliveira para o site português Notícias Magazine publicado em 16/08/18, com o título: “A ciência confirma: chefe bem-humorado, trabalhadores eficientes”. Este artigo vem bem à calhar, pois na próxima 5ª feira (23/ago) a partir das 9hs, estarei apresentação a palestra “Liderança Positiva: como se tornar um líder inesquecível”, na Employer RH com a organização do EncontRHo pela Editora Fênix na região da Av. Paulista. Segue o convite abaixo:


Confiram a íntegra do artigo:

O mau ambiente no trabalho é contagioso. O stresse espalha-se como um vírus. E o humor do líder interfere no desempenho dos colaboradores. Patrão feliz, funcionários mais produtivos.

Os sentimentos andam no ar e as relações interpessoais moldam estados de espírito. No trabalho não é exceção. Os trabalhadores interagem no mesmo espaço, partilham metros quadrados e horas de vida, durante anos e anos, e uma nuvem negra em cima de um escritório é contagiosa. O contrário também se aplica. A boa disposição espalha-se rapidamente. Há estados de espírito, bem sabemos, que se propagam sem abrir a boca, sem uma única palavra.

O sistema nervoso reage quando se sente o stresse ou a má disposição de alguém. A negatividade entranha-se e custa a sair. A tensão espalha-se como um vírus. E a relação causa-efeito entra em ação. Trabalhadores com má disposição, carrancudos, de mal com a vida, transmitem esses sentimentos aos colegas. A probabilidade de contágio é bastante alta. E o mau ambiente pode ser uma sina sem fim.

Os níveis de cortisol, hormona que ajuda o organismo a controlar o stresse, aumentam em 25% das pessoas que olham para alguém bastante tenso.

Vários estudos confirmam esta realidade. A Universidade de Harvard, por exemplo, demonstra que ter um amigo feliz aumenta em 25% a probabilidade de ser feliz. O Monell Chemical Senses Center, em Filadélfia, verificou que o mau humor passa rapidamente de uns para os outros. E a Ordem Oficial dos Psicólogos de Espanha assegura que diversas investigações comprovam que o clima no trabalho é contagioso. O ambiente pode ser contaminado pelo stresse de apenas um funcionário e um espaço de trabalho pode receber o rótulo de unidade tóxica. Há até pesquisas que adiantam que o salário não é a primeira razão para deixar um emprego, mas sim o relacionamento interpessoal no local de trabalho.

O humor do chefe é muito importante. Os seus comportamentos também. O chefe é como uma cabine de eletricidade que transmite energia aos seus funcionários. Chefe feliz, funcionários eficientes. Chefe bem-disposto, trabalhadores mais produtivos. Chefe de bem com a vida, trabalhadores mais recetivos às ordens. Por isso é que a saúde do patrão nunca é de descurar. A sua saúde emocional é essencial.

A União Europeia estima que o stresse custe cerca de 20 mil milhões de euros, incluindo dias de trabalho perdidos e custos de saúde associados.

A ciência dos humores tem o que se lhe diga. O cérebro não é um órgão isolado, mas sim permeável ao ambiente que existe ao redor. O ser humano depende das conexões com outras pessoas e o humor ressente-se com tudo isso. A ciência também diz que ter um amigo feliz aumenta em 25% a probabilidade de ser feliz.

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terça-feira, 31 de julho de 2018

DOUTOR RISADINHA destaca a diferença entre o Riso Genuíno e o Forçado



Olá Pessoas Risonhas, tudo bem? É com habitual alegria que compartilho hoje com vocês a matéria da Ana Beatriz Rosa, editora de Comportamento do site HuffPost Brasil, publicada em 30/07/2018, com o título ”A ciência explica por que qualquer pessoa consegue identificar uma risada 'fake'”. 



O sorriso é realmente um sinal universal. Há muitas incertezas no mundo: o futuro da política, como vamos lidar com o aquecimento global ou o que devemos fazer para exterminar a fome.

Poucas são as certezas que pessoas de diferentes culturas compartilham, mas essa é certamente uma delas. Independente de onde você more, você é capaz de dizer a diferença entre uma risada falsa e uma real, na maior parte das vezes.

Por quase uma década, o pesquisador Greg Bryant, da UCLA, estudou a natureza do riso - e o que ele revela sobre a evolução da comunicação e da solidariedade humana. Seu estudo mais recente, publicado na revista Psychological Science, indica que as pessoas podem discernir quando uma risada é realmente genuína independentemente de sua cultura.

Bryant trabalha com a ideia de que o sorriso é um poderoso e universal "sinal" humano. É por meio dele que as pessoas conseguem alinhar comportamentos e afinidades. Para chegar aos resultado, Bryant e sua equipe expandiram a pesquisa, anteriormente feita nos Estado Unidos, para incluir 884 participantes de 20 países, representando os 6 continentes.

No estudo, os pesquisadores gravaram conversas entre amigas que riam de verdade, mas que falavam inglês no diálogo. Já nas risadas falsas, eles fizeram gravações de mulheres que foram "obrigadas" a rir e que também conversavam em inglês. Cada gravação foi tocada em ordem aleatória para os participantes.

Em todos os casos, os ouvintes foram capazes de dizer quais eram as risadas "reais" ou "falsas", apesar das variações de idiomas. Por exemplo, os participantes de Samoa acertaram a resposta em 56% do tempo, enquanto os japoneses tiveram a resposta correta em 69% das vezes.

O riso forçado e o riso espontâneo se originam de diferentes sistemas de produção vocal e têm características acústicas distintas.

"Escolhemos usar as palavras 'real' e 'fake' em nossa pesquisa. Mas tecnicamente, todas as risadas são reais - elas são produzidas apenas por diferentes sistemas vocais. Queríamos testar se essa distinção é clara para pessoas em todo o mundo", argumenta o pesquisador.

Em estudos anteriores, Bryant identificou que, durante o riso espontâneo, o sistema vocal produz sinais de "excitação" - maior altura e volume, explosões mais rápidas e mais ruídos. São esses detalhes que dão as pistas de quando uma risada é autêntica.

Por outro lado, o riso forçado é produzido por um sistema no cérebro que controla a língua e os lábios, nossos instrumentos da fala.

"O circuito cerebral que controla nossos órgãos vocais tem uma capacidade de imitação. Com o seu sistema de fala, você pode fazer muitos ruídos diferentes, incluindo choro ou riso. Risos falsos vão soar mais como a fala", explica Bryant.

Outro estudo recente realizado pelo pesquisador mostrou que as pessoas são capazes de identificar quando duas pessoas rindo juntas são amigas ou não, graças às diferenças nas propriedades acústicas do riso que damos entre amigos e do riso entre estranhos.

Tais pesquisas sugerem que os seres humanos têm uma sensibilidade e tanto para compreender as risadas. E essa habilidade tem uma função valiosa em nossas relações interpessoais.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Doutor Risadinha fala sobre O Futuro da Risoterapia no Brasil



Oi Pessoal, tudo bem? É com grande alegria que convido vocês para este evento que tem tudo para se tornar mais um marco na história brasileira da RISOTERAPIA.
Serão duas horas intensas de informação e descontração. Acredite e permita-se viver essa experiência...Participe!
Mas só que as vagas são limitadas e para poucos! Então, não perca tempo e envie um e-mail agora mesmo para marcelopinto@institutodoriso.org.br para receber novas orientações e garantir sua vaga.
Estou esperando vocês!
Abraços e tenham todos uma excelente e divertida semana!
Marcelo Pinto (Doutor Risadinha)


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quarta-feira, 18 de julho de 2018

DOUTOR RISADINHA e O PODER DO RISO

Oi Pessoal, tudo belezinha? Hoje tenho a alegria de compartilhar com todos vocês, o resumo da entrevista que concedi na madrugada de ontem (17/ago/18) para o programa "Fala que eu te Escuto" da Rede Record, sobre "O Poder do Riso", complementando a série "A Química do Riso". Ele foi apresentado pelo Edgard Brum e Walber Barboza. Tratamos de diversos aspectos interessantes do Riso, tais como:
- A importância do Riso
- Como se dá uma verdadeira Gargalhada
- A distimia: doença do mau humor
- A relação do riso e a criança
- Como o riso age em nosso organismo
- Dicas e práticas de risadas saudáveis
- e muito mais.

Acompanhe no vídeo abaixo e divirta-se:


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Abraços, SORRIA E TENHA UM BOM DIA ®

ATENÇÃO! O Blog Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são extraídos da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas".

sábado, 14 de julho de 2018

Doutor Risadinha apresenta: A Química do Riso

Oi pessoal, tudo certinho com vocês? Hoje tenho a alegria de compartilhar com vocês uma série da Record sobre "A Química do Riso" que está sendo veiculada nesta última semana, ou seja, de 10 a 13/jul/18. Muito legal! Vale a pena assistir todos os vídeos.

E aproveito para convidá-los a acompanhar o programa da Record que estarei participando na madrugada (1 h da manhã) próxima 3ª feira (17/jul/18) chamado "Fala que eu te escuto", em que estaremos tratando do Poder do Riso. Espero pela participação de todos vocês.

Seguem os links da SÉRIE JORNAL DA RECORD - A QUÍMICA DO RISO


10/7/2018 - Série JR: Química do Riso - veja quais são os benefícios da boa risada
Entenda o que acontece no corpo humano durante a boa e fácil risada.

11/07/2018 - Série JR: riso também é uma forma de linguagem - Veja como o sorriso pode ser uma forma de comunicação desde o nascimento.

12/7/2018 - Equipe do JR mostra como o poder do riso pode ser contagiante
O terceiro episódio da série A Química do Riso testa o poder da gargalhada e investiga se o riso contagia, de fato.

13/7/2018 - Artistas e famosos espalham sorrisos pela internet com bom humor
A equipe do Jornal da Record conversa com alguns artistas que são conhecidos pelo talento e simpatia. Veja a quarta reportagem da série Química do Riso.


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