terça-feira, 30 de maio de 2017

Doutor Risadinha concorda que “As cócegas são o primeiro estímulo do riso”


Booomm Diiaaa pessoas risonhas, tudo certinho? Hoje compartilho com vocês um excelente artigo publicado ontem (29/05/17) pelo site português Visão Sapo com o título: “O que a ciência já sabe sobre as cócegas”, baseado no estudo de Robert Provine, um dos maiores gelotologistas do mundo. Confiram a íntegra abaixo:

Algumas pessoas oferecem mais resistência, outras sentem-nas à distância. A ciência analisou como as cócegas fazem parte do comportamento humano desde as primeiras interações. Afinal, que comportamento estranho é este?

As cócegas podem ser agradáveis ou dolorosas, eróticas ou usadas como forma de tortura. Todos as conhecemos, mas este comportamento pode ser mais complexo do que imaginamos. “As cócegas são dos assuntos mais amplos e profundos da ciência”, diz Robert Provine, neurocientista da Universidade de Maryland, em Baltimore (EUA), citado pela BBCC num extenso artigo sobre o tema.

Provine dedicou parte da sua carreira a investigar vários comportamentos curiosos do ser humano, nomeadamente soluços, bocejos, libertação de gases e cócegas. O neurocientista afirma que as cócegas despertam diversos estímulos no corpo “desde a defesa do corpo e do sistema neurológico até aos sentidos do ‘eu’ e dos outros”.

Existem dois tipos de cócegas. O primeiro, denominado knismesis, é uma resposta primitiva associada à necessidade dos animais defenderem o seu corpo. É uma sensação ligeiramente irritante, diz Provine, provocada por um movimento suave na pele: “Penso que os lagartos, insetos e praticamente todos os seres têm algum tipo de comportamento associados à defesa da superfície do corpo.”

Por outro lado, gargalesis é um fenómeno particular dos mamíferos: são cócegas que resultam em riso e estão associada a brincadeira.

Numa abordagem básica, as cócegas consistem numa sensação que envolve fibras nervosas associadas ao toque e à dor. Mas alguns olhares da ciência encontraram algumas semelhanças em espécies animais.

Cerca de 10 a 16 milhões de anos separam os humanos dos macacos e, embora não existam grandes estudos sobre o tema, alguns estudos revelam este comportamento acompanhou a evolução da espécie.

Uma revisão de 2004 sobre cócegas revela que este comportamento tão comum pode ter uma complexidade subjacente. “As cócegas associadas ao riso podem ser mais consideradas um comportamento social do que um reflexo”, diz Samuel Selden, dermatologista e autor do estudo.

“As cócegas são o primeiro estímulo do riso”, afirma Provine. Esta ligação entre o riso dos macacos e dos seres humanos foi algo que Marina Davila- Ross, da Universidade Portsmouth (Reino Unido), encontrou ao analisar chimpanzés.

“Usámos dados acústicos [do riso] da mesma forma como um geneticista usa dados genéticos para reconstruir as relações evolutivas”, revela. Através da construção de uma árvore genealógica destes sons produzidos por gorilas e macacos, a pesquisa, publicada em 2009, revelou que a evolução de grunhidos animais deu origem às gargalhadas dos seres humanos.

A pesquisa traça a história não só do riso, mas também de cócegas. Esta brincadeira, muitas vezes, tira-nos o fôlego e essa falta de ar resultou no riso como o conhecemos hoje.

Em 2010, após ter identificado ruídos animais que se assemelhavam a sons humanos de risos, o psicólogo Jaak Panksepp em colaboração com o seu aluno Jeffrey Burgdorf, realizaram uma investigação para observar a reação de mamíferos a cócegas.

Apesar da resistência que a ciência demonstrou na altura, desde então começaram a surgir diversos estudos onde foram utilizadas cócegas para estudar emoções positivas em ratos.

Luca Melotti, da Universidade de Berna, na Suíça, tem realizado algumas pesquisas sobre as expressões faciais provocadas pelas cócegas em ratos e revelou que as cócegas ativam as mesmas áreas cerebrais e sistemas neuronais associados a experiências de afeto positivo em seres humanos.

“Se os mamíferos mais primitivos também demonstraram tais respostas emocionais, isso sugere que o afeto alegre surgiu muito mais cedo do que acreditamos”, afirmam Panksepp e Burgdorf.

sábado, 20 de maio de 2017

VOCÊ ACHA MESMO QUE O SORRISO ENVELHECE ?

Faça o teste você mesmo: Em qual das imagens a estudante parece mais jovem? 
[Imagem: University of Western Ontario]













Boommm Diiiaaaaa Pessoas Risonhas, tudo belezinha? Hoje vou fazer uma coisa diferente!

Para não falarem que só puxo a sardinha para um lado, colocarei em votação o seguinte: 

Você concorda com o resultado do estudo abaixo, publicado em 19/05/2017 pela redação do site Diário da Saúde com o título:

Sorria e o mundo achará que você é mais velho?

Confira a íntegra da matéria:

Expressão facial e idade

Você fica tentando livrar-se da cara amarrada, seja para parecer mais agradável ou para evitar as rugas?

Pois não deveria, ao menos se você tem também uma preocupação em parecer mais jovem.

Uma série de experimentos com voluntários mostrou que sorrir pode fazer você parecer ser dois anos mais velho do que se você usar um rosto impassível, parecido com um jogador de pôquer. E se você reagiu a esse resultado com um olhar de surpresa - bem, essa simples expressão que você acaba de fazer é capaz de tirar vários anos de sua idade aparente.

"Nós associamos o sorrir com valores positivos e jovens. Pense em todas as empresas de cuidados com a pele e dentífricos que vendem a mesma ideia todos os dias," disse Melvyn Goodale, coautor do estudo, realizado no Instituto Mente e Cérebro, da Universidade Oeste de Ontário (EUA).

Sorriso e idade aparente

Comerciais à parte, os experimentos, nos quais os pesquisadores apresentavam imagens de pessoas com expressões sorridentes, neutras e surpresas, revelaram o oposto: os participantes tinham a percepção de que os rostos surpresos pareciam mais jovens, e que os rostos sorridentes eram os mais velhos.

"O mais impressionante foi que, quando perguntamos aos participantes sobre suas percepções, eles erroneamente 'lembraram' como se tivessem identificado os rostos sorridentes como os mais jovens," contou Goodale.

"Eles estavam completamente cegos para o fato de terem 'envelhecido' os rostos felizes. Suas percepções e suas crenças eram opostos polares," completou.

Sorriso e rugas

O pesquisador afirma que o efeito de envelhecimento no sorriso provém da incapacidade das pessoas para ignorar as rugas que se formam ao redor dos olhos durante o sorriso. Um olhar de surpresa, por outro lado, suaviza as rugas.

"Pode parecer contra-intuitivo, mas o estudo mostra que as pessoas podem sinceramente acreditar em uma coisa e depois se comportar de uma maneira completamente diferente," concluiu Goodale.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Doutor Risadinha recomenda não perder o Emprego por conta da Piada!


Olá Pessoas Risonhas, tudo bem? Depois de um longo tempo me dedicando aos estudos do Riso, retorno hoje, para compartilhar com vocês um interessante artigo publicado em 08 de março de 2017 no site Yahoo Notícias, sobre a importância da Gestão do Humor no Trabalho, tema este que venho desenvolvendo há mais de cinco anos e disseminando em minhas palestras por todo este País.

Neste artigo o foco é na importância da Piada, sempre procurando aplica-la no contexto corporativo e usando o bom senso de humor. O título do artigo é “Perdendo o emprego e a piada”. Gostei! Curtam e compartilhem:

Quem não conhece o ditado “Perco o amigo, mas não perco a piada”? Volta e meia essa expressão aparece para justificar uma oportunidade não desperdiçada de ser espirituoso, em que se pese o alvo do gracejo. No ambiente de trabalho, porém, uma piada — sobretudo aquelas sem-graça — pode-lhe custar não só um amigo, mas também o emprego. Embora seja preciso encarar as dificuldades com bom-humor nesses tempos de crise, vale a pena pensar duas vezes antes de querer ser engraçado diante dos colegas de escritório.
Uma série de oito experimentos realizada por psicólogos demonstrou como o humor pode influenciar seriamente o status de uma empresa e de seus funcionários. O resultado do estudo, divulgado pelo Journal of Personality and Social Psychology, mostra o quanto a relação entre o humor (quando bem-sucedido em divertir as pessoas) e o status profissional é mediada pela sensação de competência e confiança. Piadas engraçadas, segundo os pesquisadores, aumentariam a percepção positiva do contador pelas pessoas ao redor, ao passo que anedotas inapropriadas diminuiriam o “conceito” que se faz de quem as conta.
Reunindo 457 voluntários, uma empresa de fachada foi criada exclusivamente para o experimento com o intuito de colocar à prova o status do profissional diante do impacto de suas piadas. Os voluntários tiveram de avaliar nove piadas diferentes, classificando-as como engraçadas ou não, além de opinar se elas seriam adequadas para o ambiente em que estavam. Em seguida, as mesmas anedotas avaliadas anteriormente foram encenadas na empresa fictícia, de modo que os voluntários a avaliassem dentro de um contexto mais corporativo. Num primeiro momento, ouviam uma conversa comum entre funcionários — sem as piadas — e num segundo momento ouviam a mesma conversa, porém com uma anedota inserida “no roteiro”. A ideia era que os voluntários julgassem a personalidade desses funcionários nas duas situações, levando em conta critérios como a competência e a confiança inspiradas por eles.
O resultado dos experimentos apontou que piadas inadequadas podem ser um grande problema para a imagem profissional de uma pessoa. De maneira geral, os funcionários que contaram piadas inapropriadas, de acordo com a visão dos voluntários, foram avaliados negativamente, apresentando baixos índices de credibilidade, competência e confiança. Em contrapartida, as piadas consideradas engraçadas e que não destoaram do ambiente profissional acabaram ajudando na avaliação positiva dos funcionários.
Não é segredo que um pouco de humor nas empresas, onde o clima pode ser bem sisudo e pouco propenso à descontração, pode ajudar na produtividade, desarmando as pessoas e arrefecendo as hierarquias. Brincadeiras, longe de serem um fator de distração, desempenham um fator decisivo no relacionamento interpessoal. Um estudo sobre o papel do humor no trabalho, divulgado pela publicação britânica Leadership & Organization Development, mostra inclusive que o uso de humor autodepreciativo no trabalho por um líder pode ajudá-lo a passar uma imagem mais acessível a seus subordinados. Mas como tudo tem limite, vale dosar o bom-humor, sob o risco de prejudicar sua carreira ao passar uma impressão que não inspire confiança. Evitar piadas sexistas e preconceituosas em geral é o básico. Lembre-se: ria com as pessoas, e não delas.