sexta-feira, 8 de abril de 2011

Doutor Risadinha apóia a formação de Clowns

Pessoal do Riso! Encontrei este artigo num site de Portugal. Ele foi escrito e postado hoje (8/abril) pela Natália Pinto (www.expresso.pt), com o título "E o palhaço sou eu?", tratando do trabalho de José Sebastião na formação de Clowns. Achei muito legal"! Confiram:


Acha que tem problemas? Coloque um nariz de palhaço, olhe-se ao espelho e pense outra vez. Rir-se de si próprio e não levar a vida tão a sério é o que propõe um curso de "clown".

São momentos complicados, como o desemprego, o divórcio ou a manifesta falta de dinheiro, que nos fazem perder a capacidade de rir. E, quando a vida precisa de uma reviravolta, o humor pode ser o melhor aliado. Clown é uma técnica que pretende ensinar-nos a rir de nós próprios e que promete ajudar nessa reviravolta.

Esta técnica aplica-se em workshops de desenvolvimento pessoal que o podem colocar em contacto com o seu lado mais ridículo. José Sebastião, orientador de uma dessas formações, a que assistimos, esclarece: "É um curso muito associado à idéia de mudança e renovação, sobretudo para quem anda frustrado com o trabalho ou o relacionamento. O palhaço que há dentro de si acaba por brincar com esse desconforto. E o curso promete deixá-lo com a confiança fortalecida e levá-lo a dizer: 'Não estou para continuar a viver insatisfeito'."

O workshop dirige-se a todos os perfis e idades e propõe-se acabar com obstáculos como a timidez, a vergonha e o medo de enfrentar uma platéia, através da aplicação da técnica de clown, graças à qual o aluno se liberta de preconceitos e inibições que se foram enraizando em si ao longo da vida.

A formação não é artística, por isso não tenha medo, pois não terá de dar espetáculo ou fazer um número de circo após realizar o curso. Além disso, a técnica de clown e a do palhaço do circo tradicional são coisas distintas. "Ao contrário do palhaço, o clown preocupa-se mais em rir-se de si próprio do que em fazer rir os outros. O clown expõe as suas fragilidades e receios e partilha o desconforto com o público, é um trabalho muito terapêutico", explica Sebastião, que começou a dar formação de clown em 2005, após a realização de um curso sobre a técnica com o espanhol Alex Navarro, ex-palhaço do Cirque du Soleil.

Sebastião assegura que as desgraças e as derrotas assumem uma faceta diferente se as encararmos com novos olhos e um novo nariz. "O palhaço consegue obter sucesso através do fracasso. Ele vive cada experiência como uma coisa única, nova e vibrante. Aquilo que para nós é um problema que não conseguimos resolver é para o palhaço apenas mais uma experiência com a qual ele tenta brincar", observa Sebastião, que todas as semanas acrescenta uma bata branca à sua ensemble de palhaço e vai "dar consultas" a crianças internadas no Hospital da Luz, em Lisboa, com a equipa do projeto solidário Curativos de Humor.

Expor-se ao ridículo

O curso de clown sugere que as pessoas abandonem a sua zona de conforto e se exponham a registros ridículos e vulneráveis. José não quer revelar muito - afinal, assegura que parte do sucesso do curso deve-se ao fator surpresa e ao improviso -, mas, ainda assim, deixou-nos assistir ao início de uma aula do nível 2 do curso.

No exercício que testemunhamos nesta aula, os alunos foram encorajados a dançar ao mesmo tempo que expressaram um determinado tipo de emoções: a loucura, o riso, a depressão, o aborrecimento, a sensualidade, a irritação, etc. É notável uma grande descompressão na postura. A mensagem que se pretende alcançar é: "Não interessa como é que os outros me estão a ver, o importante é que me estou a divertir comigo mesmo."

Teresa Monteiro, 48 anos, professora de profissão e aluna desta formação no nível 1 e agora no nível 2, conta que se inscreveu com o intuito de se libertar da pressão do dia a dia e, ao mesmo tempo, aprender técnicas para tornar as suas aulas mais motivadoras. "Cresci, aprendi a aceitar-me e a dar menos importância ao que vejo do outro lado do espelho", conta. E dá um exemplo de como já aplicou a técnica de clown: "Numa reunião de departamento, coloquei umas hastes de veado na cabeça e despachei os assuntos formais. Coloquei o meu nariz de palhaço e distribuí mais narizes pelos meus colegas, coloquei música e, com o auxílio de um piaçaba, dei-lhes indicação para me imitarem. Foram 20 minutos de libertação. Acabamos a dançar." E o ambiente de trabalho melhorou, afiança.

Também João Cunha, 35 anos, fez o curso e diz que "é como se tivesse adquirido um novo filtro para ver a vida. Descobrir que as respostas estão sempre em nós e não nos outros muda a vida de qualquer um". João é comediante stand-up e considera que esta técnica é uma mais-valia para o seu trabalho.

Sebastião, conhecido como "Mestre Palhaço", conclui que "o humor e o riso são formas de as pessoas se perdoarem e libertarem". Afinal, como disse o escritor Oscar Wilde, a vida é demasiado importante para ser levada a sério.
http://aeiou.expresso.pt/e-o-palhaco-sou-eu=f642646

Doutor Risadinha destaca: Como criar humor, fazer amigos, e influenciar pessoas!

Turminha do Riso, acompanhem este interessante artigo escrito pelo Zeca Camargo (apresentador do Fantástico), postado em 04 de abril sob o título: "Como criar humor, fazer amigos, e influenciar pessoas":


Há alguns meses, recebi um email de uma colega jornalista com um link para um esquete de Rafinha Bastos genial – ainda que não exatamente original. Baseado num trabalho do jornalista (e humorista) britânico Charlie Brooker – devidamente creditado no final do vídeo brasileiro – ele mostra como se faz uma reportagem na televisão. É uma engraçadíssima “receita” de uma embalagem surrada e conhecida por todos os telespectadores – e, embora hoje seja possível (e desejável) fugir desse modelo, os clichês que os Rafinha e trupe incorporam ainda podem ser testemunhados no dia-a-dia (e, de certa maneira, acabam involuntariamente inspirando, mesmo jornalistas como eu, a pensar de maneira diferente).

Pela data de “upload”, vi que o vídeo de Rafinha circulava pela internet há mais de um ano – o que, claro, me coloca na retaguarda dos mais “antenados”, pelo menos no que se refere a humor de internet. No entanto, a piada não tinha envelhecido – longe disso, parecia “preocupantemente” atual, uma vez que certos clichês custam a desaparecer… É um humor inteligente (crédito de Brooker) e muito bem contado (crédito de Rafinha). Só de não tentar humilhar uma celebridade, não usar nudez ou palavrões, e convidar o público a pensar sobre seu cotidiano, já ganhou um ponto comigo por originalidade. Mas justamente porque o humor contemporâneo parece se apoiar neste tripé que acabei e citar, a piada é também quase fácil.

Sem muito esforço, por exemplo, eu poderia virar o jogo e imaginar (mas jamais atuar, devido à pobreza de meus dons interpretativos) um esquete chamado “Manual de piada” – e que começaria assim: “Preste atenção que o que você vai ver agora é um manual para qualquer pessoa achar que é engraçada e vai ganhar um programa fazendo o que um dia já foi uma piada original”. O vídeo então seguiria instruindo a pessoa a ir com uma fantasia (ou maquiagem, ou aberração visual) até a porta de um evento popular e/ou que vai estar cheio de celebridades. Armado de algumas frases de duplo sentido (sendo um deles sempre o sexual), você deve então abordar quem vem chegando com intimidade, numa primeira tentativa de constrangimento. Se o “entrevistado” passar neste teste, você então insiste com as piadas maliciosas – não se acanhe: abuse dos trocadilhos, inclusive com o nome de quem você está interpelando. No caso de mesmo assim sua “vítima” não demonstrar irritação, parta para o embate corporal, evoluindo da “roçada leve” ao beijo (mas nunca além do “selinho”) – abraços íntimos e puxadas vigorosas, apenas em casos de passividade extrema da pessoa em questão.

Caso tudo isso falhe, olhe para a câmera e dê uma risada – de algo que só você sabe o que é (não precisa nem ser alguma coisa que tenha acontecido, se você for bom e soltar o riso sem vontade). Se, mesmo com todo esse esforço cômico, a cena ainda não parecer engraçada, existe sempre o recurso da edição. Dos efeitos sonoros mais batidos (barulho de soco, mola, ducha d’água, vidro quebrando) às inserções visuais (chifres, caveiras, passarinhos, luvas de boxe, coraçõezinhos), salpique à vontade. Para fechar, faça um comentário supostamente carinhoso sobre a pessoa que você abordou, mostrando que, no fundo, você é um grande admirador dela, e que espera vê-las mais vezes, em outros eventos, para poder repetir a mesma rotina – desculpe, a mesma piada.

Está vendo como é simples fazer você rir?

O problema, justamente, é que fazer humor assim é simples demais. Especialmente nesses tempos, em que todo mundo tem uma ferramenta para mostrar que a sua piada é “a mais engraçada do mundo” – a internet, claro -, estamos quase chegando a um ponto de saturação. E ninguém precisa ser um acadêmico de humor, para concluir que quando todo mundo está contando a mesma piada – oops! Ela já não tem mais graça alguma…

Felizmente, existe sempre talentos que conseguem “dançar fora do quadrado”. O próprio vídeo de Rafinha Bastos, que citei no início do post de hoje – e mais uma boa meia-dúzia de esquetes de sua lavra que também são “hits” no youtube – são um bom argumento a favor dos que querem pensar em humor “moderno” de maneira diferente.

Por que usei o “moderno” na última frase? Ora, porque a forma mais tradicional de humor vai muito bem, obrigado. Falo, claro, de um formato de “sitcom”, mais ligado à dramaturgia, que, apesar de ter sido inúmeras vezes declarado como “morto e sepultado”, dá provas de que ainda têm muito fôlego – para tirar o nosso fôlego, de tanto rir. E aí o exemplos são vários, dos recentes casos de sucesso da TV americana, como “30 Rock” e “Modern family”, passando mesmo por “Glee”, ao melhor da nossa produção nacional, como o perenemente favorito “A grande família”, ou o recém-estreado – e com um excelente “timing” de humor – “Batendo ponto”.

Mas a internet praticamente nos obrigou a descobrir novas maneiras de contar piadas – e aí, nessa nova “conquista do Oeste”, é inegável que tem gente, como Rafinha, que já saiu na frente. Aliás, deve ter muito mais gente como ele, com bons esquetes embaláveis num formato que se encaixe perfeitamente no youtube que eu ainda desconheço (se você tiver algum esquete, algum novo nome de humor para me sugerir, estou aguardando seu comentário – com o respectivo link!). Mas entre tantas descobertas tardias que ando fazendo nesta área, duas me chamaram mais a atenção. Ou melhor, duas me fizeram rir mais do que todas.

A primeira é quase uma tese sobre “meta humor” na internet – um site chamado Found Footage Festival (mal traduzindo, “Festival de filmagens encontradas”). Desde 2004, dois americanos, Joe Pickett e Nick Prueher, começaram a colecionar “relíquias” da “época do ouro do VHS” – um formato de reprodução de vídeos muito popular na época de seus pais (ou talvez seus avós…). Se você fizer um esforço de regressão e visualizar os anos 80, vale a pena lembrar que foi nessa época que as pessoas se sentiram, pela primeira vez, capazes de dirigir seus próprios filmes: o material era relativamente barato, o manuseio simples, e a reprodução era facilitada – bastava só você ter uma grande idéia! E esse, claro, era o problema.

O que Pickett e Prueher juntaram na sua coleção – agora disponibilizada nesse site – são os momentos mais bizarros desse breve flerte entre a ingenuidade e a tecnologia: registros tão absurdos que, ao conferir os vídeos do FFF (como o site é mais conhecido) a pergunta que não sai da sua cabeça é “como alguém teve coragem de fazer isso?”… O resultado, adivinhe, é um riso incontrolável, por conta de uma mistura de anacronismo, excesso de auto-confiança, e pura esquisitice.

A outra boa surpresa é daqui mesmo, do Brasil: um jornal virtual que só publica notícias absurdas, chamado “Sensacionalista” . Descaradamente inspirado na já clássica publicação americana “The Onion” , ele brinca com notícias do nosso dia-a-dia, distorcendo as informações apenas o suficiente para criar uma estranheza a quem lê – e, com isso, provocar o riso. O tom do texto é sério – de reportagem mesmo. Mas o conteúdo é delirante.

O acervo é enorme – e divertidíssimo. Tenho certeza de que você vai fazer sua própria seleção ao visitar o FFF – e ficar totalmente dependente das atualizações do site para sobreviver. Mas, para uma breve introdução, listo aqui alguns dos meus favoritos. Como o “filme” que Arnold Scharzenegger (então ator pouco conhecido) veio fazer no Rio de Janeiro durante o que parece ser, pela roupa de suas “acompanhantes”, o início dos anos 80 – com impagáveis diálogos bilingues. Ou o vídeo de adestramente de gatos – sim, adestramento de gatos – mais surreal que você jamais vai ver. Tem ainda um “musical” que mostra o cotidiano do Papai Noel quando não está trabalhando no Natal – juro que não estou inventando isso! E, talvez o mais inexplicável de todos: um vídeo de um programa que um dia já foi ao ar em um canal de acesso público nos Estados Unidos, que consiste basicamente em um senhor vestido apenas com uma sunga estampada com a bandeira americana, dançando para um semicírculo de pessoas da sua idade – assistindo, ora incrédulas ora indiferentes, ao bizarro espetáculo. Se você sobreviver a esses vídeos, não pare: as possibilidades de se divertir são inúmeras no FFF.

Veja a manchete de hoje, por exemplo, do dia em que estou publicando este post: “NASA vai lançar foguetes a partir de bueiros do Rio”. A “notícia” é, obviamente, calcada em cima de uma explosão real que aconteceu no bairro carioca de Copacabana, na última sexta-feira. Mas o que faz o texto do “Sensacionalista” ser tão engraçado é a associação absurda dos fatos – NASA, foguetes, bueiros, Rio.

É assim com quase todas as “notícias” que eles publicam – com uma “taxa de acerto” (o nada científico índice de coisas que eles escrevem e que, de fato, fazem você rir) de 90%. E, o melhor, sem nunca apelar para a muleta da baixaria – nem fazer inimigos. Só para ilustrar: a coisa mais fácil, há meses, é fazer piada com Geisy Arruda – a estudante que foi achincalhada por usar um vestido curto demais em sala de aula, no final de 2009. Gracinhas de duplo sentido, ou degradantes, sobre ela existem aos montes. A saída do “Sensacionalista”? Veja a “elegância” da manchete: “Falta de notícias sobre Geisy Arruda faz polícia invadir sua casa: ‘Pensamos que estivesse morta’ ” !

Os leitores da minha geração, que frequentavam as praias cariocas nos meados dos anos 80 e se lembram, com saudade, de um jornalzinho meio chinfrim – porém estupidamente divertido – chamado “O Planeta Diário” (sim, que depois evoluiu para o império do humor chamado “Casseta & Planeta”), têm direito a achar que já ouviu essas piadas antes. Mas, assim como o antigo “Planeta” – feito por um time de humoristas tão brilhante que entrou para o imaginário do brasileiro -, o “Sensacionalista” renova o frescor de algo que, por pura preguiça (nossa, dos ouvintes), esquecemos que ela existe: a arte de contar piadas!

E já que estamos neste astral, deixo você hoje com uma das coisas mais sensacionais – e engraçadas – que vi nos últimos dias (e acredite, com o inevitável mau humor que vem junto com a dieta que estou fazendo, tudo que tenho procurado é coisas que me façam rir). É o encerramento, na última sexta-feira (01 de abril) de um dos melhores “talk shows” da TV americana, “Late Night with Jimmy Fallon” – Rafinha Bastos assiste, tenho certeza… Numa espécie de apoteose musical, ele termina seu show convidando o humorista Stephen Colbert (uma espécie de “deus” do humor americano) para cantar uma versão de “Friday” – sim, Rebecca Black (atualmente com mais de 82 milhões de acessos no youtube) -, junto com uma banda venerada de hip-hop chamada The Roots. Se, como acontece comigo, só a ideia de colocar todas essas coisas juntas já tira você do sério, prepare-se para um choque: este vídeo vai iluminar sua semana!
http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/2011/04/04/como-criar-humor-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/

sábado, 2 de abril de 2011

Doutor Risadinha destaca nova pesquisa: O Riso ajuda as mulheres a engravidar!!!!

Pessoas do Riso, foi publicado em 29/março no site da Reuters um artigo informando que pesquisas médicas israelenses consideram que o riso aumenta significativamente a taxa de sucesso da fertilização in vitro (FIV) de tratamento. 
Acompanhem a versão original na íntegra através do link abaixo:

Laughter helps IVF women conceive

A medical clown can help you get pregnant. Israeli medical research finds laughter significantly increases the success rate of in vitro fertilization (IVF) treatment. Lianne Gross reports.

DOUTOR RISADINHA ACOMPANHA A COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA DIVERSÃO NO TRABALHO OCORRIDA EM 1 DE ABRIL DE 2011

Olá Turminha do Riso! Foi publicado ontem (1º/Abril) no site http://sentirbem.uol.com.br/index.php?modulo=novidades&id=317&tipo meu artigo "Surge uma nova profissão: Consultor do Bom Humor no Trabalho" escrito em comemoração ao Dia Internacional da Diversão no Trabalho e também consegui um vídeo muito legal veiculado no portal UOL sobre esta comemoração também ocorrida na Espanha, sob o título "1º de Abril é o Dia Internacional da Diversão no Trabalho" destacando que "enquanto no Brasil este primeiro de abril é lembrado como o Dia da Mentira, em algumas partes do mundo é comemorado o Dia Mundial da Diversão no Trabalho". Acompanhem o vídeo no link abaixo:

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Doutor Risadinha apresenta uma PASSEATA A FAVOR DO RISO

Olá Turminha do Riso! Vejam que matéria legal publicada em 27 de março pela Folha.com. Trata-se de um evento que ocorreu simultaneamente em Manaus (AM), Juazeiro do Norte (CE) e São Paulo (SP), com o título "Palhaços fazem passeata a favor do riso em Lavras e Itumirim"


O ato convida a população a pensar sobre "como tudo na vida é risível", explica um dos organizadores, Carlos Biaggioli. Ele defende que o humor seja "pensado sistematicamente" devido a sua importância social. "A pessoa que se leva demais a sério é propensa ao câncer, a crimes de diversos níveis, a atitudes ditatoriais e anti-humanas", provoca. "Pode parecer bobagem, mas no fundo no fundo é bobagem", brinca.

Segundo Biaggioli, a categoria hoje "habita um vão entre o teatro e o circo". Nessa relação, alguns se identificam mais com o palco, outros com o picadeiro e um terceiro grupo se descola desses outros e faz uma forma de arte voltada para as ruas.

Todos esses tipos de palhaços possuem, de acordo com Biaggioli, o mesmo objetivo: impulsionar a sociedade para refletir sobre suas falhas de maneira leve.

"O erro, o atrapalhamento, a inadequação, essa é a força que o palhaço tem. E mostra aí toda a humanidade do ser humano", conclui.
http://www.odiariodeminas.com.br/portal/index.php/categorias-lavras/item/1366-palha%C3%A7os-fazem-passeata-a-favor-do-riso-em-lavras-e-itumirim

DOUTOR RISADINHA, O CONSULTOR DO BOM HUMOR ADVERTE: PARECE MENTIRA MAS NÃO É! 1º DE ABRIL É O DIA INTERNACIONAL DA DIVERSÃO NO TRABALHO

Olá Turminha do Riso! É com grande alegre que comemoramos hoje, 1° de abril, o Dia Internacional da Diversão no Trabalho. Legal, né? Este é o 13º ano consecutivo em que se comemora em todo o mundo o “Dia Internacional da Diversão no Trabalho”, com o objetivo de lembrar que o trabalho não tem que ser sofrido, mas sim descontraído. Esta comemoração, que também acontece na Europa, consta do “Chase’s Oficial Calendar of Events”, o calendário mais importante dos Estados Unidos.

No Brasil, diante do sucesso ocorrido no ano passado, quando comemoramos esta data pela primeira vez, voltamos neste ano para destacar uma nova profissão que está surgindo, dedicada a inserir a diversão no trabalho, na época e medida certas, qual seja, o Consultor do Bom Humor.

Os Consultores do Bom Humor, surgiram nos EUA desde que o Dr. Malcolm Kushner, no início da década de 90 largou sua atividade de advogado empresarial para se dedicar a este tipo de consultoria. E aqui no Brasil, após 28 anos atuando nas áreas de RH, Jurídica e Relações com Empregados e Sindicatos, eu venho me dedicando a divulgar esta atividade, que vem se tornando minha missão de vida.

E por falar em missão, a do Consultor do Bom Humor é inserir a diversão no ambiente corporativo, integrando-o na estratégia de RH para aproveitar todos os benefícios no ambiente empresarial, conscientizando seus líderes e colaboradores sobre os benefícios e treinando-os nas técnicas de gestão e organização das pessoas, ensinando-as a serem brincalhonas e a encontrarem diversão no trabalho que fazem – independentemente do cenário econômico pelo qual passam.

Não se trata de ensinar as pessoas a contar piadas ou se tornarem comediantes, mas apenas se tornarem mais receptivas e enviarem sinais de que não há problema se existir humor no trabalho. E também porque seriedade é uma coisa e sisudez é outra completamente diferente. Então brincar não significa falta de seriedade, ou seja, um profissional pode ser sério e ter espaço para fazer saudáveis brincadeiras. E olha que o bom humor é contagiante!

Um dos grandes desafios nesta atividade é saber ser descontraído na hora e medida certas. E por ser difícil fazer isso é que essa “competência” passou a ser valorizada e até essencial para a empregabilidade do profissional, pois se encontra aliada à flexibilidade e habilidade de trabalhar em grupo, gerando grandes vantagens competitivas também para as empresas, que buscam avalia-la já no início do processo seletivo.

Mas é preciso ter cuidado para não nos tornarmos pessoas chatas ao invés de bem humoradas. Temos que saber quando e com quem brincar, obter essa permissão e analisar se o conteúdo da brincadeira não é algo preconceituoso e pernicioso. É tudo questão de bom senso! E novamente entra aqui também o papel do Consultor do Bom Humor, alertando-nos sobre a medida e ocasião propícia que devem ser observadas. Atenção: bom humor não é sinônimo de extroversão, pois timidez não tem nada a ver com mau-humor.

O Consultor do Bom Humor tem espaço em inúmeras empresas nos mais variados ramos, em especial naqueles onde se lida com o público e com a criatividade, como por exemplo, TI, aviação, atendimento ao consumidor, turismo, hotelaria, e tantos outros. Outras empresas, no entanto, exigem mais formalidade com o público, e assim podem desenvolver o bom humor em atividades extras como festas, comemorações, confraternizações e outros eventos. O importante é que nenhuma fique de fora e possa conquistar também o status de Melhor Empresa para se Trabalhar.

Agora uma coisa é certa: as empresas não podem obrigar os seus empregados a divertirem-se. Eles precisam também comprar a idéia e aceitar os benefícios que uma gostosa risada proporciona, motivo pelo qual ela é ligada ao aumento na energia do empregado, produtividade e criatividade. Muitos empregadores contratam o Consultor do Bom Humor para espalhar mensagens de bem-estar às equipes, treiná-los na condução de reuniões e apresentações com mais descontração, participar em festas e convenções, etc.

Mas há também pessoas que são resistentes ao riso, seja por possuírem um senso crítico elevado ou um julgamento muito forte, e para estas o mundo se torna mais pesado e sem cor. E convenhamos que conviver todos os dias com colegas do tipo sempre de mal com a vida, ainda que extremamente competentes, não é nada fácil!

Por isso promover o bom humor no ambiente de trabalho pode não ser 100% positivo, mas não podemos discordar ser ele uma ótima maneira de ajudar as pessoas a lidarem com uma jornada de 8 horas diárias. As pessoas não precisam ser positivas o tempo todo, mas as empresas precisam ajudá-las a melhorar o seu humor e para isso vai mais uma dica: basta apenas dar-lhes a oportunidade para desestressar.

Alguns para aliviar a pressão e extravasar suas emoções optam por gritar, chorar, socar, xingar, etc, mas eu, o Doutor Risadinha, enquanto Consultor do Bom Humor, defende que este desabafo seja através de gostosas e saudáveis gargalhadas, até porque ele acredita que toda a energia que mandamos para o universo volta de forma mais intensa. Assim, quanto mais energia positiva distribuirmos, mais dela receberemos.

Então hoje à noite, antes de dormir, pergunte-se: “Fiz alguém SORRIR hoje?”. Se a resposta for “Não!”, certifique-se de que amanhã seja um dia positivo. Isso é atitude!

Conheça agora alguns dos benefícios do Riso e Descontração no ambiente de trabalho:

• abre uma importante linha de comunicação entre chefe e subordinado e inclusive com clientes e fornecedores

• melhora a atenção ao que esta sendo dito

• ameniza conflitos e cria empatia

• facilita o trabalho em equipe

• descontrai as reuniões tornando-as mais criativas

• estimula a autoestima e o desenvolvimento de hábitos saudáveis.

• reduz o absentismo e o presenteísmo

• aumenta a produtividade e faz crescer os lucros

• melhora o clima interno da empresa.

Se você quiser se tornar um Consultor do Bom Humor, entre em contato com o Espaço do Riso, conheça nossa programação para amanhã (Sábado) e inscreva-se!

Serviço: O Espaço do Riso funciona às segundas, quartas e sextas entre às 13 e 18 horas e aos sábados, das 10 às 16 horas. O endereço é Rua Leite de Morais, 42 – sala 17, esquina com a Rua Voluntários da Pátria, próximo do Metrô Santana. Contato pelo tel.: 11-2281-7605 ou através do e-mail marcelopinto@doutorrisadinha.com ou espacodoriso@gmail.com .

Eu, Marcelo Pinto, sou também gelotólogo, palestrante, fundador do Clube da Gargalhada de São Paulo, Líder da Gargalhada certificado pelo Clube da Gargalhada do Brasil, pela Escola do Riso de Portugal e pela Diverrisa da Espanha e mantenedor do seu canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/doutorrisadinha  , do Blog Espaço do Riso: http://doutorrisadinha.blogspot.com/  e também do site: http://www.doutorrisadinha.com/  .

quinta-feira, 31 de março de 2011

Doutor Risadinha apresenta O Elixir do Riso


Pessoal do Riso!!! Vejam que artigo completíssimo encontrei, escrito pela Raphaela de Campos Mello, sob o título "O Elixir do Riso", publicado no site http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0144/especiais/elixir-riso-direcao-620470.shtml . Aproveitem a leitura, que se apresenta muito gostosa:

Com essa poção você pode se embriagar à vontade. Rir desperta os hormônios do prazer, fortalece o coração e as defesas do organismo, turbina a criatividade e ainda queima calorias. Haja abdômen para praticar a mais prazerosa das ginásticas!

Quando foi a última vez que você soltou uma gargalhada daquelas que fazem torcer o abdômen e produzir baldes de lágrimas? Se um médico lançasse essa pergunta numa consulta de rotina, o paciente certamente colocaria em dúvida a reputação do profissional. Pois saiba que essa inquirição é mais reveladora do que supomos. Quem ri pouco pode estar padecendo dos males provocados por uma doença chamada “déficit de alegria”.

O riso é um “medicamento” 100% orgânico, gratuito e contagiante, idealizado pela fisiologia humana para ser consumido sem moderação. “Ele relaxa o corpo e a mente, fortalece as defesas do organismo, melhora a circulação e a pressão arterial e libera endorfina, hormônio que promove uma sensação de bem-estar geral”, afirma o médico e homeopata Eduardo Lambert, autor de A Terapia do Riso – A Cura pela Alegria (Pensamento).

O êxtase proporcionado por uma bela risada é imediato. Não precisamos de mais nada pelo resto do dia. De toda forma, não custa listar o que a ciência andou descobrindo sobre o assunto. Cardiologistas do Centro Médico de Maryland, Estados Unidos, comprovaram que a serotonina, neurotransmissor relacionado ao bem-estar, liberada pelo riso protege o coração contra infarto, trombose e acidente vascular. Do outro lado do globo, cientistas japoneses ligados à Universidade de Tsukuba verificaram a queda da taxa de glicose em sucessivos grupos de diabéticos convidados a se regozijarem com apresentações teatrais cômicas. O ato de rir ainda se configura como a mais prazerosa das ginásticas. A cada 15 minutos de prática, queimamos 40 calorias, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Vanderbilt , nos Estados Unidos.

Mesmo quando o assunto é sério, como é o caso do adoecer, o riso encontra espaço. Não só pode como deve ser injetado em faces combalidas por enfermidade. Quem ousou detonar essa revolução dentro dos hospitais – a princípio, território da tristeza e da seriedade – foi o médico americano Hunter “Patch” Adams, cuja batalha contra o protocolo hospitalar foi retratada no filme Patch Adams – O Amor É Contagioso (1998).

Imagine quanta audácia não foi necessária para um médico afirmar na década de 1960 que o riso é terapêutico, ou seja, favorece a reabilitação e até a cura dos pacientes. “Uma piada de mau gosto”, Adams ouviu de seus colegas e superiores na época. Com o passar do tempo e o acúmulo de resultados positivos, a técnica de levar o bom humor a quem está sob >> cuidados médicos ganhou o mundo. No Brasil, esse trabalho é desenvolvido pela ONG Doutores da Alegria, para o alento de crianças, pais e profissionais da saúde.

Riso e budismo

Para a química e cientista Conceição Trucom, autora de Mente e Cérebro Poderosos – Um Guia Prático para a sua Saúde Psíquica e Emocional (Cultrix), o ato de rir é um portal para o estado meditativo. “As pernas amolecem, o corpo balança e o pensamento para”, ela afirma. Melhor ainda se o impulso vier de dentro. “O chamado riso búdico começa na alma e depois se manifesta no corpo físico, sobretudo nos olhos, que passam a brilhar. É uma energia de elevada potência que nos acorda, nos torna presentes”, diz a autora.

Aposto que nesse instante sua mente foi invadida pela imagem da estatueta de Buda com a barriga saliente e os dentes à mostra. Sim, essa é a representação mais fiel do tal riso búdico. Só de olhar para o adorno ficamos mais leves. Mas se Buda foi um príncipe de porte físico notável, por que sua estátua ganhou uma pança? O motivo parece óbvio para o guru indiano Osho: “Como você pode dar uma gargalhada com uma barriga pequenininha? Tudo é reprimido na barriga. Assim, quando você ri de verdade, essa região do corpo vibra”, ele afirma no livro Vida, Amor e Riso (Gente).
A representação avantajada de Buda também pode ser interpretada como um exercício de bom humor praticado pelos próprios budistas. Quem diria, os seguidores debochando do mestre supremo. Qual a lógica disso? Não, não se trata de desrespeito religioso. O riso tornou-se a base da tradição zen a partir do dia em que o discípulo Mahakashyap soltou uma sonora gargalhada na presença de Buda. Reza a lenda que o iluminado permaneceu horas em silêncio admirando uma flor enquanto a plateia inquieta ansiava por ouvir seus ensinamentos. Nenhum dos presentes foi capaz de entender a cena, com exceção de Mahakashyap, que a certa altura quebrou o gelo e caiu no riso.

Segundo Osho, o comportamento do discípulo equivale à reação de quem decifra uma charada. No caso, a “piada cósmica”. Explico. A percepção de que movemos mundos e fundos para encontrar o sentido da existência quando a resposta estava o tempo todo dentro de nós. Na nossa divindade. Por isso, para os budistas, somente a quietude interior é capaz de desencadear o verdadeiro riso. “Quando o riso nasce do silêncio não é algo deste mundo; ele é divino”, diz o sábio indiano.

Freio puxado

Entre nós, mortais, tantas vezes subordinados à vontade de agradar ao outro e ainda corresponder às normas de etiqueta, o riso se vê obrigado a passar pelo rolo compressor da contenção e, pior ainda, da dissimulação. Ele também perde boa parte do viço quando é limado pela timidez, o que é compreensível. Quem ri com gosto inevitavelmente se faz notar. E, não raro, acaba sendo confundido com um tipo vulgar. Puro preconceito.

Na maioria dos casos, a trava interna que não nos permite explicitar nosso contentamento é tão antiga quanto o álbum de família, empoeirado, na estante. Na hora em que a alegria quer transbordar, vem a patrulha dos valores cristalizados nos lembrar do que estamos cansadas de ouvir desde a tenra idade: “A vida não é um mar de rosas”, “É sofrendo que se aprende”, “Você parece uma boba, só sabe rir das coisas”. Ninguém, a não ser nós mesmas, pode Especial corpo & mente em sintonia conceder o aval para rirmos sem pudor, com a boca aberta, por que não? “Devemos partir para a reavaliação de nossos valores, visando ao descondicionamento de tantas mensagens hereditárias”, diz Eduardo Lambert.

As mulheres são as grandes vítimas dessa repressão, revela a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2010, ela realizou a pesquisa intitulada A Cultura da Risada, com 125 homens e 125 mulheres cariocas de classe média. “O riso é uma forma importantíssima de comunicação no Brasil. Significa que sabemos e queremos ter prazer e ser felizes, mesmo no meio de dificuldades”, afirma.

No entanto, a fachada alto-astral esconde uma discrepância entre os gêneros no que diz respeito à permissividade para rir. A ala masculina se beneficia muito mais desse cartão de visitas do que a feminina. “A primeira pergunta da pesquisa foi: você ri muito ou pouco? Responderam ‘muito‘ 84% dos homens, enquanto 68% das mulheres deram a mesma resposta. É uma diferença bastante significativa”, diz Mirian.

O estudo foi além. Detectou que 60% dos homens estão satisfeitos com sua cota de risadas. Já o mesmo contingente de mulheres confessa que gostaria de rir mais. A pergunta que não quer calar: “O que nos impede de sorrir com mais frequência?” Os homens riem dos amigos e com os amigos, no trabalho, no bar, em situações diversas. Dizem que têm bom humor, que são bobos, descontraídos. As mulheres riem menos porque se preocupam com a autoimagem, com a postura profissional, com o que os outros vão achar e também por terem menos oportunidades para rir”, afirma a antropóloga.

“O riso é uma forma importantíssima de comunicação no Brasil. Significa que sabemos e queremos ter prazer e ser felizes, mesmo no meio de dificuldades”,  Mirian Goldenberg, antropóloga

Reaprendendo a sorrir

Para muitas pessoas, a sugestão a seguir pode soar como maluquice, coisa de gente alternativa. Nada disso. Homens e mulheres podem reaprender a rir com a ajuda de terapeutas especializados em risoterapia ou na terapia do riso. A indicação vale tanto para indivíduos contidos como para aqueles que estão atravessando uma fase difícil, incluindo quadros de depressão. Nesse caso, a terapia é complementar, ou seja, não exclui o tratamento convencional com psiquiatra.

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, funciona o Clube da Gargalhada, fundado pelas terapeutas e professoras de ioga Ursula L. Kirchner e Mari Tereza Nascimento Vieira. “Sentimos necessidade de criar um espaço em que as pessoas pudessem se expressar e reaprender a gargalhar, despertando sua criança interior”, diz Mari. A iniciativa segue os fundamentos da hasya ioga (ioga do riso), criada pelo médico indiano dr. Madan Kataria, em 1995. “De acordo com essa vertente, o riso nasce do corpo, por meio de mímicas, movimentos, exercícios de respiração e emissão de sons”, afirma Ursula.

O riso proveniente do intelecto, como aquele disparado após ouvirmos uma piada, não interessa ao grupo. O alvo aqui é o aspecto lúdico da experiência. Num primeiro momento, a risada é induzida pelas terapeutas por meio de exercícios vocais, como a repetição do mantra “ho ho ho, ha ha ha”. “Esse som reflete-se no abdômen, ponto-chave da risada”, diz Ursula. Nas sessões, individuais ou coletivas, também são sugeridas gargalhadas temáticas, como a do ônibus lotado, inspirada nessa situação cotidiana. “Seguramos na barra imaginária do veículo e trememos, balançamos o corpo de um lado para o outro. A graça aparece naturalmente e contagia o grupo”, afirma Mari.

O corpo humano não sabe diferenciar o riso induzido do espontâneo. Portanto, vale a pena enganá-lo. “A reação neurofisiológica é similar, ou seja, o cérebro produz nos dois casos os chamados hormônios da alegria: endorfina, dopamina e serotonina”, diz Ursula. No entanto, dependendo do estado emocional do praticante, a gargalhada pode demorar a brotar. É natural. O importante, ressaltam as especialistas, é permanecer na sessão nem que seja apenas para observar os companheiros. “Como o riso é contagiante, nada melhor do que olhar os outros rirem para se contaminar e acabar rindo junto”, afirma a terapeuta.

A dupla, pioneira na América do Sul, manuseia uma arma bastante poderosa. Cada vez mais empregada não só em grupos terapêuticos como também em empresas mundo afora. “A terapia do riso melhora a autoestima e a autoconfiança, estimula a criatividade e a espontaneidade, rejuvenesce o espírito, relaxa o corpo e ainda nos ajuda a relativizar os problemas”, diz Mari.

A empresária mineira Adelaide Vilas Boas, de 61 anos, procurou o Clube da Gargalhada após um período de provações que lhe roubou o colorido da vida. Hoje, reanimada, enxerga motivos para sorrir em todo canto. “Aprendi a entrar em contato comigo mesma e a expressar meus sentimentos”, afirma. No começo, ela confessa, só ria da boca para fora. “Com o tempo, soltei minhas travas e comecei a rir por dentro”, diz. A vida ganhou tônus, vibração. A mente está focada nos bons pensamentos. “Senti ânimo para voltar a trabalhar e a fazer ginástica. Acordo bem disposta e confiante. Estou sempre rindo à toa”, afirma.