domingo, 19 de agosto de 2018

Dr. Risadinha confirma: Liderança Bem Humorada é mais eficiente!

Oi Pessoal, tudo certinho neste Domingão? Então para melhor nosso dia, compartilho hoje um texto bem legal da Sara Dias Oliveira para o site português Notícias Magazine publicado em 16/08/18, com o título: “A ciência confirma: chefe bem-humorado, trabalhadores eficientes”. Este artigo vem bem à calhar, pois na próxima 5ª feira (23/ago) a partir das 9hs, estarei apresentação a palestra “Liderança Positiva: como se tornar um líder inesquecível”, na Employer RH com a organização do EncontRHo pela Editora Fênix na região da Av. Paulista. Segue o convite abaixo:


Confiram a íntegra do artigo:

O mau ambiente no trabalho é contagioso. O stresse espalha-se como um vírus. E o humor do líder interfere no desempenho dos colaboradores. Patrão feliz, funcionários mais produtivos.

Os sentimentos andam no ar e as relações interpessoais moldam estados de espírito. No trabalho não é exceção. Os trabalhadores interagem no mesmo espaço, partilham metros quadrados e horas de vida, durante anos e anos, e uma nuvem negra em cima de um escritório é contagiosa. O contrário também se aplica. A boa disposição espalha-se rapidamente. Há estados de espírito, bem sabemos, que se propagam sem abrir a boca, sem uma única palavra.

O sistema nervoso reage quando se sente o stresse ou a má disposição de alguém. A negatividade entranha-se e custa a sair. A tensão espalha-se como um vírus. E a relação causa-efeito entra em ação. Trabalhadores com má disposição, carrancudos, de mal com a vida, transmitem esses sentimentos aos colegas. A probabilidade de contágio é bastante alta. E o mau ambiente pode ser uma sina sem fim.

“Os níveis de cortisol, hormona que ajuda o organismo a controlar o stresse, aumentam em 25% das pessoas que olham para alguém bastante tenso.”

Vários estudos confirmam esta realidade. A Universidade de Harvard, por exemplo, demonstra que ter um amigo feliz aumenta em 25% a probabilidade de ser feliz. O Monell Chemical Senses Center, em Filadélfia, verificou que o mau humor passa rapidamente de uns para os outros. E a Ordem Oficial dos Psicólogos de Espanha assegura que diversas investigações comprovam que o clima no trabalho é contagioso. O ambiente pode ser contaminado pelo stresse de apenas um funcionário e um espaço de trabalho pode receber o rótulo de unidade tóxica. Há até pesquisas que adiantam que o salário não é a primeira razão para deixar um emprego, mas sim o relacionamento interpessoal no local de trabalho.

O humor do chefe é muito importante. Os seus comportamentos também. O chefe é como uma cabine de eletricidade que transmite energia aos seus funcionários. Chefe feliz, funcionários eficientes. Chefe bem-disposto, trabalhadores mais produtivos. Chefe de bem com a vida, trabalhadores mais recetivos às ordens. Por isso é que a saúde do patrão nunca é de descurar. A sua saúde emocional é essencial.

“A União Europeia estima que o stresse custe cerca de 20 mil milhões de euros, incluindo dias de trabalho perdidos e custos de saúde associados.”

A ciência dos humores tem o que se lhe diga. O cérebro não é um órgão isolado, mas sim permeável ao ambiente que existe ao redor. O ser humano depende das conexões com outras pessoas e o humor ressente-se com tudo isso. A ciência também diz que ter um amigo feliz aumenta em 25% a probabilidade de ser feliz.

E não se esqueçam de me ajudar na divulgação desta matéria, tornando-se também, SEGUIDORES do blog Espaço do Riso, para acompanhar tudo o que rola sobre os benefícios que o Riso e Bom Humor proporcionam à nossa saúde e relacionamentos pessoais e profissionais.

Sempre que precisar realizar eventos motivacionais, lembre-se de Marcelo Pinto – www.palestrantedobomhumor.com.br! Desenvolvemos palestras e treinamentos criativos e com uma das melhores relações investimento x benefício existentes no mercado.

Abraços, SORRIA E TENHA UM BOM DIA ®

ATENÇÃO! O Blog Espaço do Riso não tem como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são extraídos da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas".

terça-feira, 31 de julho de 2018

DOUTOR RISADINHA destaca a diferença entre o Riso Genuíno e o Forçado



Olá Pessoas Risonhas, tudo bem? É com habitual alegria que compartilho hoje com vocês a matéria da Ana Beatriz Rosa, editora de Comportamento do site HuffPost Brasil, publicada em 30/07/2018, com o título ”A ciência explica por que qualquer pessoa consegue identificar uma risada 'fake'”. 



O sorriso é realmente um sinal universal. Há muitas incertezas no mundo: o futuro da política, como vamos lidar com o aquecimento global ou o que devemos fazer para exterminar a fome.

Poucas são as certezas que pessoas de diferentes culturas compartilham, mas essa é certamente uma delas. Independente de onde você more, você é capaz de dizer a diferença entre uma risada falsa e uma real, na maior parte das vezes.

Por quase uma década, o pesquisador Greg Bryant, da UCLA, estudou a natureza do riso - e o que ele revela sobre a evolução da comunicação e da solidariedade humana. Seu estudo mais recente, publicado na revista Psychological Science, indica que as pessoas podem discernir quando uma risada é realmente genuína independentemente de sua cultura.

Bryant trabalha com a ideia de que o sorriso é um poderoso e universal "sinal" humano. É por meio dele que as pessoas conseguem alinhar comportamentos e afinidades. Para chegar aos resultado, Bryant e sua equipe expandiram a pesquisa, anteriormente feita nos Estado Unidos, para incluir 884 participantes de 20 países, representando os 6 continentes.

No estudo, os pesquisadores gravaram conversas entre amigas que riam de verdade, mas que falavam inglês no diálogo. Já nas risadas falsas, eles fizeram gravações de mulheres que foram "obrigadas" a rir e que também conversavam em inglês. Cada gravação foi tocada em ordem aleatória para os participantes.

Em todos os casos, os ouvintes foram capazes de dizer quais eram as risadas "reais" ou "falsas", apesar das variações de idiomas. Por exemplo, os participantes de Samoa acertaram a resposta em 56% do tempo, enquanto os japoneses tiveram a resposta correta em 69% das vezes.

O riso forçado e o riso espontâneo se originam de diferentes sistemas de produção vocal e têm características acústicas distintas.

"Escolhemos usar as palavras 'real' e 'fake' em nossa pesquisa. Mas tecnicamente, todas as risadas são reais - elas são produzidas apenas por diferentes sistemas vocais. Queríamos testar se essa distinção é clara para pessoas em todo o mundo", argumenta o pesquisador.

Em estudos anteriores, Bryant identificou que, durante o riso espontâneo, o sistema vocal produz sinais de "excitação" - maior altura e volume, explosões mais rápidas e mais ruídos. São esses detalhes que dão as pistas de quando uma risada é autêntica.

Por outro lado, o riso forçado é produzido por um sistema no cérebro que controla a língua e os lábios, nossos instrumentos da fala.

"O circuito cerebral que controla nossos órgãos vocais tem uma capacidade de imitação. Com o seu sistema de fala, você pode fazer muitos ruídos diferentes, incluindo choro ou riso. Risos falsos vão soar mais como a fala", explica Bryant.

Outro estudo recente realizado pelo pesquisador mostrou que as pessoas são capazes de identificar quando duas pessoas rindo juntas são amigas ou não, graças às diferenças nas propriedades acústicas do riso que damos entre amigos e do riso entre estranhos.

Tais pesquisas sugerem que os seres humanos têm uma sensibilidade e tanto para compreender as risadas. E essa habilidade tem uma função valiosa em nossas relações interpessoais.

E não se esqueçam de me ajudar na divulgação desta matéria, tornando-se também, SEGUIDORES do blog Espaço do Riso, para acompanhar tudo o que rola sobre os benefícios que o Riso e Bom Humor proporcionam à nossa saúde e relacionamentos pessoais e profissionais.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Doutor Risadinha fala sobre O Futuro da Risoterapia no Brasil



Oi Pessoal, tudo bem? É com grande alegria que convido vocês para este evento que tem tudo para se tornar mais um marco na história brasileira da RISOTERAPIA.
Serão duas horas intensas de informação e descontração. Acredite e permita-se viver essa experiência...Participe!
Mas só que as vagas são limitadas e para poucos! Então, não perca tempo e envie um e-mail agora mesmo para marcelopinto@institutodoriso.org.br para receber novas orientações e garantir sua vaga.
Estou esperando vocês!
Abraços e tenham todos uma excelente e divertida semana!
Marcelo Pinto (Doutor Risadinha)


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quarta-feira, 18 de julho de 2018

DOUTOR RISADINHA e O PODER DO RISO

Oi Pessoal, tudo belezinha? Hoje tenho a alegria de compartilhar com todos vocês, o resumo da entrevista que concedi na madrugada de ontem (17/ago/18) para o programa "Fala que eu te Escuto" da Rede Record, sobre "O Poder do Riso", complementando a série "A Química do Riso". Ele foi apresentado pelo Edgard Brum e Walber Barboza. Tratamos de diversos aspectos interessantes do Riso, tais como:
- A importância do Riso
- Como se dá uma verdadeira Gargalhada
- A distimia: doença do mau humor
- A relação do riso e a criança
- Como o riso age em nosso organismo
- Dicas e práticas de risadas saudáveis
- e muito mais.

Acompanhe no vídeo abaixo e divirta-se:


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sábado, 14 de julho de 2018

Doutor Risadinha apresenta: A Química do Riso

Oi pessoal, tudo certinho com vocês? Hoje tenho a alegria de compartilhar com vocês uma série da Record sobre "A Química do Riso" que está sendo veiculada nesta última semana, ou seja, de 10 a 13/jul/18. Muito legal! Vale a pena assistir todos os vídeos.

E aproveito para convidá-los a acompanhar o programa da Record que estarei participando na madrugada (1 h da manhã) próxima 3ª feira (17/jul/18) chamado "Fala que eu te escuto", em que estaremos tratando do Poder do Riso. Espero pela participação de todos vocês.

Seguem os links da SÉRIE JORNAL DA RECORD - A QUÍMICA DO RISO


10/7/2018 - Série JR: Química do Riso - veja quais são os benefícios da boa risada
Entenda o que acontece no corpo humano durante a boa e fácil risada.

11/07/2018 - Série JR: riso também é uma forma de linguagem - Veja como o sorriso pode ser uma forma de comunicação desde o nascimento.

12/7/2018 - Equipe do JR mostra como o poder do riso pode ser contagiante
O terceiro episódio da série A Química do Riso testa o poder da gargalhada e investiga se o riso contagia, de fato.

13/7/2018 - Artistas e famosos espalham sorrisos pela internet com bom humor
A equipe do Jornal da Record conversa com alguns artistas que são conhecidos pelo talento e simpatia. Veja a quarta reportagem da série Química do Riso.


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domingo, 8 de julho de 2018

DOUTOR RISADINHA reforça: Como diferenciar um riso falso de um verdadeiro?


Oi pessoal, tudo belezinha? Hoje estou contente por compartilhar mais um estudo bem legal sobre a Risoterapia, mas triste pelo fato do Brasil não ter participado dele. Ele foi publicado em 25/jun/18 por Marcus Woo no site da Social Sciences Magazine (Can you tell a real laugh from a fake one?) e republicado ontem (07/jul/18) no Mundo Curioso com o título “Você consegue diferenciar uma risada falsa de uma verdadeira?”.

A única ressalva que faço é para não relacionarem este estudo com o movimento dos Clubes do Riso (do qual sou o fundador no Estado de São Paulo) que privilegiam o “riso forçado” como forma de despertar o riso verdadeiro, ou seja, no Yoga do Riso não recomendamos o riso forçado para expressar nossas emoções.

Feita esta ressalva, convido a todos mergulharem de cabeça este interessante artigo:

“Não adianta tentar: falsianes são fáceis de serem identificadas em qualquer lugar do mundo, principalmente quando se trata de risadas forçadas. Isso é o que aponta um novo estudo realizado em 21 culturas, em seis regiões do mundo, do Peru à Coréia do Sul.

Nele, 884 pessoas foram entrevistadas por pesquisadores para tentar identificar padrões de riso e interpretação de risadas. O objetivo era analisar se há diferenciação entre as culturas e se as pessoas têm facilidade de reconhecer quando o riso corre solto de maneira espontânea e quando é ensaiado.

Cada participante do estudo — um intercâmbio entre diferentes universidades de vários países — era convidado a ouvir gravações de risadas reais e naturais e de risadas fake, forçadas. Em ambas as situações, quem ria nos áudios eram sempre mulheres norte-americanas em torno dos 18-20 anos, normalmente estudantes universitárias. Em média, quase dois terços dos ouvintes em cada cultura poderiam dizer a diferença, relata a equipe em um estudo aceito para publicação na Psychological Science.

O resultado da análise mostrou que, apesar das variações culturais e mesmo sem estar vendo quem ria, os participantes eram capazes de identificar a diferença. Escute aqui os áudios apresentados:


Gargalhadas genuínas, segundo os pesquisadores, eram mais altas e mais agudas, o que significa que são respostas primárias e bastante emocionais, já que suas características sonoras são bem similares às vistas em casos de dor e angústia.

De acordo com os pesquisadores, essas reações são respostas que se desenvolveram junto à evolução humana muito mais cedo do que a capacidade de fingir. Não ser espontâneo e oferecer uma resposta forçada, falsa — como uma risada fingida — é uma habilidade criada junto com o discurso, segundo os especialistas.

O aspecto mais interessante desse novo estudo é que ele envolve pessoas de diferentes lugares no mundo, o que também impacta os resultados da pesquisa e a faz constrastar com outras realizadas anteriormente — o que provavelmente indica também que a multiculturalidade influencia os resultados.

Por exemplo: outra pesquisa realizada pela Universidade de Los Angeles, na Califórnia, mostrou que em um terço das vezes nós conseguimos enganar os outros com uma risada falsa. Além disso, os responsáveis por esse convencimento não são apenas a agudez do som e o volume da risada, mas também sua velocidade e a respiração.

No caso da velocidade, o coordenador do estudo — o professor de Comunicação Greg Bryant — apontou que, quanto mais rápida a risada era, mais dificilmente era apontada como falsa; por outro lado, quanto mais lenta, mais provável a indicação da falsidade!”.

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Doutor Risadinha reforça: Como o riso ajuda a melhorar o desempenho no trabalho ?


Bom dia pessoal, tudo bem ? Torcendo muito pelo Brasil ??? Hoje compartilho com vocês uma matéria divulgada no Portal Terra em 27/06/18, que foi publicada esta semana na BBC Capital por ninguém menos que Bruce Daisley, vice-presidente europeu do Twitter. Nela ele apresenta diversos estudos que comprovam como o riso pode ajudar na criatividade, inovação e inspiração no ambiente corporativo. Até parece que ele acabou de assistir uma palestra minha!!!

À propósito, estarei no próximo dia 04/julho na ExpoRH Guarulhos apresentando a palestra “O Método S.M.I.L.E. para Gestão do Humor no Ambiente de Trabalho”, e reforçando estes e muitos outros estudos que comprovam a importância e benefícios do riso no ambiente corporativo. Espero todos vocês lá!


Acompanhem a matéria na íntegra: Cientistas dizem que dar risada com os colegas pode estimular a inovação e favorecer a colaboração entre os membros da equipe.

O riso pode ser um atalho para formar equipes de trabalho mais fortes e criativas?
Quando você conversa com seus colegas, você acha que está perdendo tempo ou deveria se dedicar mais ao trabalho?

Muita gente acha que rir no escritório pode dar a impressão de que está "faltando serviço". Discussões que até pouco tempo eram presenciais, realizadas na mesa de um colega, acontecem cada vez mais por e-mail ou programas de troca de mensagens instantâneas. Nesse contexto, o bate-papo pode, muitas vezes, parecer desnecessário.

Mas e se, em vez de sinalizar ociosidade, rir com os colegas for algo que favoreça a colaboração da equipe e estimule a inovação? Depois de anos sem dar muita atenção ao riso, os cientistas estão começando a chegar a essa conclusão.

Ciência divertida
Para começar, o que é o riso? Nas últimas duas décadas, muitos estudos sobre o tema foram conduzidos pelo neurocientista Robert Provine, professor de psicologia na Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos. "A risada é um sinal social humano por excelência. Rir é se relacionar", diz um trecho do livro Laughter: A Scientific Investigation ("Risada: uma investigação científica", em tradução livre), de sua autoria.

Provine descobriu que somos 30 vezes mais propensos a rir quando estamos com outras pessoas do que quando estamos sozinhos. "Tendemos a ignorar o fato de que a evolução do riso se deve ao seu efeito sobre os outros, e não a algo para melhorar nosso humor ou saúde", argumenta.

A pesquisa mostrou que, no ambiente de trabalho, o riso é desencadeado principalmente por conversas triviais a partir de comentários como: "vamos dar um jeito nisso", "acho que já terminei" ou "pronto, aqui está". Quem não se lembra de situações no trabalho em que um simples bate-papo tenha acabado em risada? Não são piadas, mas momentos de conexão com os colegas.

O riso é um sinal subconsciente de que estamos em um estado de relaxamento e segurança, afirma a professora Sophie Scott, da University College London (UCL), no Reino Unido. Por exemplo, muitos mamíferos manifestam reações semelhantes ao riso, mas podem ser interrompidos por causa de certos estados emocionais. "Os ratos param de rir quando se sentem ansiosos", diz ela. "Humanos fazem a mesma coisa. Se as pessoas estão rindo, é um sinal de que não estão em estado de ansiedade. É um indicador de que o grupo está indo bem."

Em outras palavras, se os membros de uma equipe estão rindo juntos, isso significa que eles baixaram a guarda. Isso é importante, pois há pesquisas indicando que, quando nossos cérebros estão relaxados, conseguimos associar livremente as ideias com mais facilidade, o que pode potencializar a criatividade.

Lampejos de inspiração
Os cientistas John Kounios, da Universidade Drexel, na Pensilvânia, e Mark Beeman, da Universidade Northwestern, em Illinois, fizeram um experimento para ver se o riso ajudava um grupo a resolver complicados testes de lógica.

Inicialmente, os pesquisadores exibiram cenas de comédia do ator Robin Williams. E, na sequência, apresentaram as questões. O objetivo era analisar se o riso facilitaria o surgimento de insights no giro temporal superior anterior dos participantes - parte do cérebro localizada acima da orelha direita, associada à conexão de ideias distantes.

O estudo mostrou que uma breve gargalhada aumentava em 20% a taxa de resolução dos testes. Mas, por quê? Segundo Kounios e Beeman, provavelmente a aparente falta de concentração relacionada ao riso permite à mente manipular e conectar conceitos de uma forma que a concentração estrita não conseguiria.

Talvez dar risada nos ajude a eliminar o estresse nos locais de trabalho. Teresa Amabile, professora em Harvard, nos EUA, passou 40 anos tentando entender quando somos mais criativos. Suas reflexões - algumas das mais citadas no campo da psicologia do trabalho - revelam que um ambiente de trabalho positivo é mais criativo do que estressante. O estresse é inimigo da inovação.

"Quando a criatividade é ameaçada de morte, geralmente acaba sendo assassinada", declara Amabile em um de seus estudos mais conhecidos.

Predisposição ao riso
O riso tem, portanto, múltiplas funções. Nos faz sentir mais conectados como equipe e, como consequência, reduz nosso bloqueio criativo, levando a uma geração maior de ideias.

E como podemos aproveitar esses benefícios? Provine sugere adotar uma postura de "predisposição ao riso", o que significa simplesmente estar mais aberto a dar risada. "Você pode escolher voluntariamente rir mais, ao diminuir seu limiar para diversão. Apenas esteja disposto e preparado para rir", diz.

Ele também recomenda às empresas organizarem mais eventos sociais - reuniões corporativas destinadas apenas a juntar os funcionários, em vez de exibir 30 slides no PowerPoint.

Para Alex 'Sandy' Pentland, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos EUA, os escritórios modernos devem a maior parte de sua produtividade às formas mais antigas de interação.  "O email tem muito pouco a ver com produtividade ou criatividade", afirmou Pentland, em uma palestra na sede do Google, em 2014.

Já não se pode dizer o mesmo das discussões presenciais, por exemplo. "As conversas correspondem a 30%, e às vezes 40%, da produtividade nos grupos de trabalho", estima o especialista.

A ideia de priorizar o debate e o riso dentro de uma equipe pode parecer supérflua e trivial para alguns. Mas lembre-se de que a ciência está do seu lado. E talvez, na próxima vez em que você rir, a inspiração apareça.”

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