quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Doutor Risadinha apóia o trabalho do Grupo Roda Gigante

Pessoal, esta matéria escrita por Carlos Caroni, foi publicada no Jornal do Brasil em comemoração ao Dia das Crianças (12/10) sob o título "Doutores Palhaços" levam alegria a crianças internadas no Rio de Janeiro, para apresentar o trabalho do Grupo Roda Gigante que arranca risadas e ajuda no tratamento de pequenos em hospitais da rede pública. Confiram esta excelente matéria:
A partir do momento em que meninos e meninas são obrigados a deixar as brincadeiras de lado e passam a conviver com a dura rotina hospitalar, pílulas de bom humor aliadas a grandes doses de gargalhadas podem se transformar no melhor dos remédios. É com essa filosofia que os integrantes do Roda Gigante percorrem hospitais da rede pública do Rio de Janeiro promovendo interações artísticas para amenizar o dia a dia dos pequenos. E se você, por acaso, ainda pensa que tudo isso não passa de bobagem, saiba que está muito enganado. É um "novo ramo da medicina", a "palhaçaria", aplicada em sua forma mais eficaz.

A inspiração para a iniciativa surgiu em 1986, quando o palhaço e diretor do Big Apple Circus de Nova York, Michael Christensen, decidiu visitar as crianças que não puderam assistir a uma apresentação que acabara de fazer em um hospital da cidade. Do evento nasceu a trupe especializada "Clown Care Unit", onde se formaram muitos dos artistas responsáveis por espalhar o projeto pelo mundo. Hoje, o movimento - introduzido no Brasil pelo fundador do Doutores da Alegria, Wellington Nogueira - ganhou tamanha proporção que será tema de um congresso internacional em Israel ainda este mês.

E apontar o porquê de tanto sucesso não é nem um pouco complicado. A expressão de felicidade no rosto dos jovens, que são capazes de distribuir sinceros e generosos sorrisos em meio a tantas dificuldades, é suficiente para amolecer o mais insensível dos corações. Trabalho gratificante para aqueles que, como atores, descobriram na arte de satirizar a vida uma possibilidade de construir um mundo melhor.

"É uma satisfação enorme, um prazer indescritível. A vida do palhaço é a busca por encontros. Mesmo que às vezes estas interações sejam bastante sutis, conseguimos perceber que crianças com o estado de saúde bastante debilitado responderam de alguma forma. Queremos isso. Criar um espaço de brincadeira e resgatar o lado saudável dos que, naquele momento, estão doentes", resume Flávia Reis, coordenadora artística do Roda Gigante e intérprete da divertida Doutora Nena.

As visitas às unidades de saúde ocorrem duas vezes por semana, durante quatro horas, sempre com a mesma dupla de palhaços. Flávia afirma que isto possibilita a criação de um vínculo com os doentes e com as equipes dos hospitais, que também são alvo da atenção do grupo. Além de tentar ajudar médicos e enfermeiras a lidarem melhor com a forte carga emocional a que são submetidos, os artistas promovem atividades para tentar estimular uma relação mais humana entre os profissionais e seus pacientes.

"O laço entre todos os envolvidos no projeto é muito grande. Lembro-me com carinho de uma antiga paciente nossa que ficou muito tempo internada em um CTI. Criamos uma espécie de história em capítulos e a cada visita contávamos o desenrolar da trama. Às vezes ela respondia, às vezes não, mas continuávamos. Um dia pensamos que ela estava indo embora e, então, achamos que seria melhor parar. Mas pouco tempo depois a enfermeira nos entregou uma carta, escrita pela menina, pedindo para que voltássemos. Foi incrível. Ela teve alta, saiu do hospital e até hoje nos falamos", conta.

E a experiência bem-sucedida possibilitou ao Roda Gigante alçar voos ainda maiores. Hoje, com a colaboração de Organizações Não-Governamentais e de parceiros como o SESC Rio, os doutores palhaços realizam espetáculos teatrais e oficinas para jovens que moram no entorno dos hospitais onde atuam. Segundo Flávia, em breve, o grupo se apresentará em algumas comunidades onde foram implantadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

"Trabalhamos com os conceitos que estão por trás da atuação de palhaço. Estimulamos os jovens a exercitar o olhar, o escutar e a questão do corpo no espaço. São brincadeiras e jogos que têm como objetivo fazê-los compreenderem a saúde não só como a ausência da doença, mas como a possibilidade de refletirem sobre suas vidas e suas escolhas", explica.

Certeza de um caminho

No ar como a personagem Lourdes na novela 'Fina Estampa', da Rede Globo, e prestes a estrear uma adaptação para teatro do documentário 'Estamira', de Marcos Prado, a premiada atriz Dani Barros lembra com saudade dos tempos em que fazia parte da trupe. Ex-componente do Roda Gigante e, assim como Flávia Reis, uma das palhaças-fundadoras do núcleo carioca do 'Doutores da Alegria', Dani diz que foi no tempo em que encarnou a Dra. Leonoura que teve certeza de que havia escolhido a profissão correta.

"As crianças esperavam ansiosas pelas nossas visitas e eu passei a ter a real noção da importância que a arte tinha na vida das pessoas, dos seus desdobramentos fora do palco. Sabia que estava contribuindo com a sociedade. Pude acompanhar o desenvolvimento de muitas delas, e, de certa forma, me tornar um pequeno pedaço de suas famílias", conta.

Em meio a tantas histórias, Dani revela que chegou a encontrar certa resistência por parte de alguns que achavam que o hospital não era lugar de palhaçada. Mas isso não a abatia. Só a motivava a trabalhar ainda mais para convencê-los de que estava ali "para ajudar a humanizar um local muitas vezes degradado por causa de políticas de saúde pública ineficientes". Por isso, guarda um episódio que aconteceu com uma médica como um dos que mais marcaram a sua vida.

"Entramos em um CTI no dia em que uma criança faleceu. Fomos falar com os intensivistas e, pelo vidro, podíamos ver a mãe fazendo carinho em seu corpo. Aquela mulher não sabia, mas havia viajado de trem com o filho já morto em seus braços. Eu chorei muito e a minha parceira , é claro, também ficou bastante abalada. Então, uma das médicas nos levou para uma salinha e começou a conversar conosco para tentar melhorar nosso estado de ânimo. E deu certo. Depois de algum tempo, conseguiu arrancar uma risada nossa. Naquela hora, ela se transformou em palhaça e nós em pacientes", recorda.

Risadas e mais risadas

A alegria proporcionada pelo trabalho do Roda Gigante pôde ser testemunhada de perto pela equipe do 'Jornal do Brasil', nesta terça-feira, quando os doutores Provisório (Kadu Garcia) e Shei-Lá (Júlia Schaeffer) foram ao Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro.

A copeira Marília Alice Ismael, 43, mãe de Gabriela, de 11 anos, contou que a filha costuma aguardar a visita dos "doutores palhaços" com grande expectativa. Segundo ela, ao ser informada durante a manhã de que a dupla estava prestes a chegar, a menina, prostrada até então, mudou de postura imediatamente.

"A Alice estava bastante chateada, não queria nem sair da cama. Mas foi só ficar sabendo dos palhaços que logo se animou. Sei que, assim como das outras vezes, ela irá conversar com os irmãos e com os amigos sobre as brincadeiras. E eu pergunto: que pai não gosta de ver seus filhos felizes? É sempre assim, comovente. É um momento de reflexão, em que somos cercados por sorrisos puros", relata.

E se Marília fala em sorrisos, certamente um dos que mais se destacava era o do menino Hélton dos Santos, de 5 anos. Sem largar em nenhum momento o seu laptop de brinquedo, o filho da doméstica Alice dos Santos, 51, gargalhava a cada movimento dos palhaços. Rubro-negro de coração e futuro camisa 10 do clube da Gávea, segundo o próprio, Hélton disse ter adorado a apresentação, exceto por um detalhe:

"Gostei muito, principalmente da Shei-Lá. Mas o Provisório é feio", falou, convicto.

Roda Gigante é um grande aliado, diz médica

Embora afirme ainda não ser possível avaliar quantitativamente os efeitos do trabalho do Roda Gigante na recuperação dos pacientes, a médica e coordenadora de desenvolvimento acadêmico do HUPE, Denise Herdy, diz que o tempo médio de internação na unidade, assim como o número de complicações durante o período de recuperação, diminuiu após o início da atuação dos "doutores palhaços". Segundo ela, a resistência dos pequenos aos remédios também passou a ser menor.

“A rotina da instituição muda completamente. Como as visitas ocorrem sempre no mesmo dia da semana, as crianças se vestem com uma roupa diferente, tomam banho, se preparam para receber os palhaços. E esse ânimo nos ajuda no tratamento. Geralmente conseguimos administrar as medicações e realizar os exames com mais facilidade”, conta.

Denise diz ainda que além do trabalho direto com os menores, os integrantes do Roda Gigante exercem papel fundamental ao auxiliar médicos e enfermeiros a lidarem melhor com questões inerentes ao exercício das profissões, como a dificuldade de aceitação da perda, por exemplo. Essa capacidade fez com que a trupe fosse convidada a promover oficinas em um curso de extensão pedagógica para a formação de preceptores (profissionais responsáveis pela orientação dos médicos residentes). Nas aulas são abordados aspectos como a sensibilidade e o relacionamento interpessoal.

"As dinâmicas que os atores desenvolvem para aprimorar suas técnicas também nos são úteis no que diz respeito às relações com pacientes e com os próprios colegas de equipe. A prática mostrou-se capaz de restabelecer parâmetros como a percepção, emoção e sensibilidade, e de contribuir para a resolução de problemas em grupo. Todos valores essenciais para o bom exercício da medicina", conclui.

DOUTOR RISADINHA CONCORDA QUE O HUMOR ESTÁ EM ALTA. E VEM TRABALHANDO MUITO PARA ISSO SE MANTER!

Boooom  diiiiaaaa Pessoal! Tudo beleza? Compartilho hoje com vocês uma matéria que foi publicada no Semanário da Zona Norte em 14/10/2011, por Regina Giora, Mestre e Doutora em Psicologia Social, com o tema "Humor em alta ". Ela aborda muito bem a importância do Humor, indicando inclusive bons livros para os interessados pelo assunto, destacando ainda o cuidado para não misturarmos as coisas evitando o humor ácido (tipo Rafa Bastos) que magoa as pessoas. Lembrem-se de que devemos "Rir com as Pessoas e não das Pessoas". Esse é um dos valores do Doutor Risadinha.

Agora aproveitem a leitura deste interessante artigo: Humor em Alta
Não podia ser de outra forma. Vivemos tantas tragédias dentro e fora do cotidiano, que só mesmo o riso, provocado pelo humor, é capaz de nos confortar e proteger. Rimos do ridículo em que por vezes nos metemos, da nossa sombra projetada no outro. Rimos para aliviar a tensão, afugentar o medo. Rir faz bem ao corpo e à mente. Até aumenta nossa capacidade imunológica. Mas... sempre há um mas... nem todas as modalidades de humor que provoca o riso pode ser benéfico. Há o humor ácido que é profundamente destrutivo. E se faz rir alguns, pode também fazer chorar aquele que é alvo da piada. Aliás, pode acabar com a vida de uma pessoa. E o responsável pela “piada”, com a maior cara de pau ainda diz que estava só brincando. Pessoa sarcástica é intolerável. O humor que faz bem combina criatividade, inteligência, sensibilidade e ética. Quem não se lembra de Chaplin? Quem não conhece os Doutores da Alegria? Na história da cultura o palhaço sempre ocupou um lugar de destaque, pois nos remete à figura arquetípica do Trickster, que Jung tão bem descreveu. E quem não tem na própria família ou no grupo de amigos alguém que adora fazer palhaçadas? Aliás, há pessoas cuja presença é suficiente para nos fazer rir. Tínhamos uma amiga, que mesmo contando a piada mas sem graça, os que a ouviam, choravam de rir, pois ela era a primeira a rir. E como o riso é contagiante!

Quando eu era criança, recém chegada na capital, cismava de levantar a mão, na aula de português da “dona Aracy”, para leitura em voz alta. Nem é preciso dizer que a classe se esbaldava de tanto rir com a minha pronúncia de caipira do interior de São Paulo. A própria professora não se continha, e ela também, morria de rir – riso escondido por um lencinho contornado de rendas. Hoje alguém poderia dizer que fui vitima de bullying. Ora, o pessoal “bulia” comigo mesmo. Não tive traumas por isso, e até dou risadas da cena que devia ser. Na adolescência tive um amigo que se gabava de ser um grande conquistador. Atribuia esse “talento” ao seu porte de galã.

Coitado, mal sabia que era o humor que fazia dele uma pessoa encantadora, que atraia a atenção das meninas. E quem não gosta de estar na companhia de quem nos faz rir? Tenho um amigo que, de tão sério, é cômico. Pode? Pode.

Dei apenas uma pincelada no assunto, mas devo observar que o riso é coisa séria e tem sido objeto de interessantes trabalhos acadêmicos, há séculos.

Livros: O riso, de H. Bergson, O chiste e suas relações com o inconsciente, de S. Freud, O Homem e seus símbolos, de C. G. Jung. Como contraponto assista ao filme Melancolia

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

DOUTOR RISADINHA DIVULGA A 16ª CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE PALHAÇOS NA CIDADE DO MÉXICO

Olá Turminha, tudo legal? Eu tenho a honra de divulgar que "mais de mil palhaços estão reunidos em Convenção Internacional na Cidade do México desde 2ª feira (17/out)". 


Um festival de cores e alegria começou a invadir a Cidade do México nessa segunda-feira e promete ficar por mais dois dias. É a 16ª Convenção Internacional de Palhaços que conta com cerca de mil palhaços vindos da América Latina e Estados Unidos. Também conhecido como Festival do Riso o evento oferece atividades como conferências, oficinas e cursos em diferentes categorias.

À caráter, esbanjando simpatia e proporcionando muitas risadas, os palhaços vão participar de concursos de atuação, malabares, esculturas em balões, vestuário e malabares. O ponto alto do evento promete ser na quarta-feira, quando será realizada a passeata pela paz nas ruas da capital mexicana. Gargalhar durante 15 minutos consecutivos é o desafio proposto aos palhaços para a ocasião. (Do Estado de Minas, através da redação do Diário de Pernambuco)











18/10/2011



12h45



México




http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20111018124557&assunto=18&onde=Viver

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DOUTOR RISADINHA REPUDIA O 'HUMOR AGRESSIVO"

Pessoal, gostei de parte deste artigo escrito por Pedro Sérgio Santos, publicado em 13 de outubro sob o título: JOVENS HUMORISTAS SE DESVIARAM DO FATO PARA A PESSOA, E PASSARAM A FAZER “HUMOR AGRESSIVO”, pois também entendo que devemos focar o fato humorístico e não nos valermos das pessoas e de suas deficiências, para fazer graça com isso. Esse tipo de humor agresseivo o Doutor Risadinha não defende! Confiram.
O riso é essencial ao ser humano. O bom humor é alem de tudo um ótimo remédio para diversos males do corpo e da alma, como vem sendo demonstrado pela medicina ao longo do tempo.

Quando nossos atos e situações nos expõem ao riso de terceiros, a sensação de alívio toma conta de quem ri, ao menos momentaneamente, de modo que fazer o outro rir é também um dom valoroso. Por isso contamos piadas, por isso pessoas se dedicam, como atividade profissional, ao riso e ao bom humor.

O Brasil é rico celeiros de humorista e escritores do riso. Chico Anísio, Costinha, Jô Soares, Tom Cavalcanti, Guri de Uruguaiana, Ariano Suassuna, Geraldo Magela, Ronald Golias, Mazaropi, Nilton Pinto e Tom Carvalho, Xexéu, Falcão, Pedro Bismark e outros tantos que focam o riso no ridículo da situação e não na pessoa, que focam o riso na ingenuidade de quem vê graça no contexto. São humoristas que não transformaram seu humor em "bulling", contra qualquer pessoa.

Todavia, há uma geração de jovens humoristas que se desviaram do fato para a pessoa, e passaram a fazer um “ humor agressivo”, violento, imoral, não porque tratam inadequadamente de temas sexuais de temas sexuais,por exemplo, mas porque violam a ética e a dignidade da pessoa humana. São humoristas que revelam uma falta de bom senso e tolerância próprios de quen não aprendeu a lidar de modo pessoal com a frustração.

Formamos nos últimos quinze anos uma geração intolerante. São seres intolerantes em casa com os pais, na escola com colegas e professores, no trabalho, no trânsito. Quando não explodem num acesso de raiva com tiros ou pedradas, passam a fazer piada com o drama alheio, porque o próximo não lhe interessa, a não ser quando o próximo é o objeto de seu escárnio.

De outro lado, o direito à liberdade de expressão assegurado na Carta Constitucional vai tomando contornos cada vez mais perigoso se utilizado por esses perigosos indivíduos do “pseudo humor” quando possuem espaço na grande mídia. Eles se sentem tão poderosos que partem para um vale-tudo, muitas vezes com consequências trágicas ou envolvendo até indefesos.

O humor de baixo nível chega a estimular gente desavisada, como jovens e adolescentes, a certas práticas abomináveis. Observe-se como exemplo o caso das famosas “pegadinhas”, onde o susto é o componente principal. Assim, cinco elementos sem qualquer senso critico, fizeram uma “pegadinha” em Brasília e com dois litros de álcool atearam fogo num índio que dormia numa parada de ônibus, levando-o à morte.

O caso recente do integrante do programa CQC, veiculado pela Rede Bandeirantes, Rafinha Bastos é tão somente a ponta do Iceberg. O comportamento deste individuo em relação à frase por ele dita e que atacou uma senhora de bem e seu filho ainda no ventre, é digno de qualquer agente fascista, que faz de sua ótica a única ótica do mundo. Wanessa Camargo vive uma gravidez; seu estado e sua pessoa devem ser respeitados. (PEDRO SERGIO DOS SANTOS é Advogado criminalista, Professor da PUC/GO e UFG e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Goiânia)

DOUTOR RISADINHA DIVULGA EM 28 DE OUTUBRO O DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO

Olá Pessoal, tudo beleza? Depois de um longo inverno.... trabalhando para tornar o Espaço do Riso Virtual uma realidade. É o meu novo site: http://www.doutorrisadinha.com.br/ . Agora volto com força total e já divulgando uma data comemorativa muito importante para quem tem como missão divulgar os benefícios que o Riso, Alegria e Bom Humor nos proporcionam: é o DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO, que comemoraremos no próximo dia 28 de outubro. Conheçam um pouco mais sobre esta comemoração através desta matéria postada em 15 de outubro sob o título: FOZ RECEBE O DIA INTERNACIONAL DA ANIMAÇÃO. Participem! É de grátis!


Escolas, universidades e entidades podem participar do evento, solicitando a mostra na instituição.

No próximo dia 28 de outubro, às 19h30 horas, o riso e a diversão irão sintonizar o município de Foz do Iguaçu a centenas de cidades brasileiras e outras tantas espalhadas por 30 países, durante a realização do Dia Internacional da Animação (DIA), maior evento simultâneo de cinema de animação do mundo.

Além de ajudar a difundir esta linguagem artística, a mostra, criada em 2002, pela Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA), acontece para celebrar o dia mundial da animação, que marca a realização da primeira projeção de imagens audiovisuais, ocorrida em 1892. Este episódio, quando Émile Reynaud fez as projeções de seu teatro óptico, no Museu Grevin, em Paris, ficou marcado como sendo a primeira exibição pública de imagens animadas, contribuindo para a evolução da arte audiovisual.

Neste ano, as sessões gratuitas incluirão cinco mostras de uma hora de duração cada, dirigidas a adultos e crianças. Além disso, haverá filmes voltados para acessibilidade, voltados para públicos especiais. A programação do DIA é organizada pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e apresentado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com o apoio dos programas de fomento do Ministério da Cultura (MinC). Em Foz do Iguaçu, a maratona e cinema de animação é promovido pelas associações culturais Casa do Teatro, Associação Guatá, Casa da América Latina e a subseção local do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor). A iniciativa conta ainda com o apoio cultural do Portal H2FOZ.

Na cidade, o ponto de referência para a exibição dos filmes será no Teatro Barracão, no dia 28 de outubro, às 19:30 horas. Entretanto, os promotores estão organizando um roteiro de exibição em escolas municipais e estaduais, universidades e entidades.

Conforme explica o coordenador local do DIA, o produtor cultural Paulo Bogler, os representantes de instituições interessados em integrar este circuito internacional de animação, basta entrar em contato com a coordenação que irá disponibilizar os vídeos gratuitamente, além de orientar e ajudar na elaboração da atividade. “O objetivo é promover o acesso aos filmes de animação por diferentes públicos, de todas as idades e necessidades. Por isso, queremos levar as mostras até as organizações sociais, escolas e universidades”, afirma Paulo Bogler.

Em todo o Brasil, serão aproximadamente 300 cidades integradas pelas exibições e outros 30 países também sediarão o evento, entre eles, Coréia do Sul, França, Polônia, Rússia, Grécia, Austrália, Egito, EUA, Portugal, Hungria, Índia, Israel, Iran, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Romênia,Suécia, Japão, China, Austrália, Finlândia, Alemanha e Inglaterra.

Em 2011 foram inscritos 105 curtas-metragens de animação de vários estados do país. Destes, foram selecionados 11 para o programa oficial brasileiro que será exibido em todas as cidades participantes no Brasil e dos países membros da ASIFA. A Mostra Nacional 2011 contará com a exibição de curtas metragens, como os premiados em festivais nacionais e internacionais, “Menina da Chuva” de Rosária (Rio de Janeiro/RJ), “O Céu no Andar de Baixo” de Leonardo Cata Preta (Belo Horizonte/MG), “Sambatown” de Cadu Macedo (Ribeirão Preto/SP), “O Ogro” de Márcio Júnior e Márcia Deretti (Goiânia/GO), “A Fábula da orrupção” de Lisandro Santos (Porto Alegre/RS), “No Baque” de Carlon Hardt (Curitiba/PR), entre outros. Entre os selecionados da Mostra Internacional, destaque para “Desassossego” de Lorenzo Degli’Innocenti (Portugal/Espanha), “Danny Boy” de Marek Skrobecki (Polônia), “The Line” de Yannis Koutsouris e de Nasos Mirmiridis (Grécia), “Here Be Treasure” de Samuel Lewis (Austrália), “Magic Pot” de Andrey Bakhurin (Russo) e “Birthday Party” de JO Joo-sang (Coréia do Sul).

MOSTRA PARALELA – A programação paralela do DIA é formada pela Mostra Infantil de Animação, que reúne curtas-metragens de animação dedicados exclusivamente ao público infantil; Mostra para pessoas com deficiência visual, contando com vídeos especiais com áudio descrição para pessoas com deficiência visual, que também podem ser assistidas por portadores de Síndrome de Down e Autismo; Mostra para pessoas com deficiência auditiva, com obras que contém legenda em português para pessoas com deficiência auditiva; e, Mostra International Animation Day, reunindo curtas-metragens brasileiros com legenda em inglês para intercâmbio e exibição em outros países.

O DIA EM SUA INSTITUIÇÃO – Para realizar a exibição dos filmes de animação que integram a mostra paralela do DIA, os interessados deverão entrar em contato com a coordenação do evento em Foz do Iguaçu, através dos seguintes contatos: Casa do Teatro, (45.3572-1473); Casa da América Latina (45. 3028-5304).

Os filmes e outros produtos da programação serão oferecidos gratuitamente, de acordo com a disponibilidade de materiais e de agenda dos organizadores. Acessem o site megafone.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Doutor Risadinha reforça as Vantagens de saber Rir de Si Mesmo

Olá Turminha do Riso, tudo bem? Compartilho com vocês hoje, uma fantástica matéria preparada pela Danielle Nordi do iG São Paulo, que foi postada em 02/09/2011 no site ao final, sob o título "Quais as vantagens de saber rir de si mesmo?" Confiram abaixo:


Nem todos sabem encarar situações que podem ser humilhantes ou embaraçosas com bom humor. Mas quem consegue diz que vale a pena

Depois de Byafra aparecer cantando e espantar um ladrão de carro em uma propaganda de seguros, agora é a vez de Ricardo Macchi contracenar com Dustin Hoffman, ator americano que acumula diversos prêmios por suas atuações, e fazer graça com o slogan “Para ser um atorzão não precisa ser grande. Nem para ser um carrão”, em um comercial de uma montadora. Para quem não lembra, Ricardo ficou conhecido – e foi muito criticado – depois de sua interpretação do cigano Igor, na novela da TV Globo “Explode Coração”. Além deles, o lutador brasileiro de MMA Anderson Silva também fez graça de sua voz fina em outra propaganda. Mas afinal, é bom saber rir de si mesmo?

De acordo com a psicóloga mestra em psicologia social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Monica Portella, saber rir de si mesmo traz leveza e torna os problemas mais suportáveis. “Geralmente, quando a pessoa consegue encarar com bom humor alguma característica ou condição que antes era encarada como um problema, mostra que ela aceitou e está de bem com o que já foi capaz de causar sofrimento em algum momento de sua vida.”

“Uma vida sem muita autocobrança é bom, claro. Ficar se cobrando o tempo todo acaba sufocando”, afirma o psicanalista membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo Oswaldo Ferreira Leite Netto. Ele, no entanto, ressalta que a brincadeira não pode se tornar humilhação. “É preciso ser autoconfiante para saber rir de si mesmo e fazê-lo sem se humilhar. Essa percepção é muito importante”, diz.

Há quem veja a habilidade de rir de si mesmo com desconfiança. O psiquiatra e membro da Federação Brasileira de Psicanálise Paulo Quinet nem sempre vê autenticidade em quem faz piada com os próprios defeitos. “Acho que é necessário ter muito autoconhecimento para ser capaz disso. O Byafra, por exemplo, não sei se ele está realmente rindo dele mesmo. Eu vejo mais como uma estratégia de marketing.”

“Sua casa é adaptada?”

Achar graça em situações que para muitos pareceriam embaraçosas é o que procura fazer a designer Priscilla Louzada, 29. Com 1,48m de altura ela diz nunca ter se importado com as piadas que a pouca altura sempre atraíram. “Às vezes, achava que a minha altura incomodava mais quem estava fazendo a tal piada do que a mim.”

Priscilla, que se casou com um homem de 1,90m de altura, sabe que os dois chamam atenção. Depois do casamento, um conhecido brincou perguntando se a casa deles era adaptada para a altura da designer. “Eu entrei na onda e respondi rindo sobre nosso espelho do banheiro, que precisa começar lá embaixo no meu rosto até chegar lá em cima no rosto dele. Também teve uma vez que entramos no metrô e uma menina, que parecia ter por volta de oito anos, falou pra mãe dela: ‘olha mãe, um homem altão com uma mulher pequenininha!’. A menina ficou meio sem graça porque eu ri muito com a observação dela.”

O funcionário público Ércio Gimenez Junior passou por uma situação inusitada também no metrô. Ele, que tem 38 anos, estava com uma amiga que reclamava de estar com muito sono. “Um homem comentou comigo: ‘imagina como ela vai estar quando tiver a nossa idade?’. O detalhe é que ele tinha uns 65 ou 70 anos. E ele estava falando sério. Encarei com bom humor”, afirma Junior que não tinha pensado antes sobre o processo de envelhecimento.

“Sou uma pessoa que encara envelhecer de forma bem positiva. Sou vaidoso, quero estar bem apresentado, mas sei que é inevitável a mudança com a chegada de uma idade mais avançada. Eu me considero jovem ainda. Não quero parecer 70 anos, só que levei na esportiva o comentário porque acho que assim a vida fica mais fácil.”

Reinterpretar a realidade

Monica Portella explica que o que determina uma visão mais leve da vida é como cada pessoa interpreta os fatos. “Isso é o grande diferencial. Muitos podem ver catástrofe onde você enxerga graça. A gente tem muito problema em interpretar a realidade de forma que ela nos faça bem.”

Quando se tem uma visão mais positiva dos acontecimentos, é mais fácil se concentrar nos talentos ao invés dos defeitos. “Precisamos conhecer e lapidar nossos traços fortes no lugar de tentar ser quem não podemos ser”, afirma Monica.

A maturidade fez com que a administradora de empresas Antonia Fernandes Garcia da Silva, 46, pudesse aceitar o que não conseguia mudar. Ela, que escuta bem apenas de um ouvido, revela que se mantém otimista diante de situações que parecem constrangedoras. “Muitas vezes as pessoas perguntam uma coisa e respondo outra. Não perco o jogo de cintura. Faço graça com minhas trapalhadas. Se eu me aborrecer, vai ser bom como?”.

É importante, porém, observar que a vida não é estática. Todos possuem a capacidade de se reinventar. “A vida oscila entre identificar capacidades e limites. Esse processo é ininterrupto porque nossas habilidades mudam conforme as fases que passamos. Eu insisto que o ser humano tem uma plasticidade enorme de personalidade. Algumas coisas não conseguimos alterar. Outras são passíveis de mudança, sim”, explica Oswaldo Ferreira Leite Netto.

Forma de defesa

Até que ponto pode-se brincar sem fazer disso um mecanismo de defesa? Quando uma pessoa é capaz de fazer uma autocrítica já está deixando claro sua capacidade de perceber suas limitações. “Essa autocrítica pode ser feita de várias maneiras, inclusive de forma acusatória. Ou pode ser no sentido de admitir e tentar mudar. Aqui entra a autoconfiança e a capacidade de superação, que está relacionada à autoestima estável”, aponta Paulo Quinet.

Autoestima é justamente o que não falta para Priscilla. Ela acredita que a melhor forma de defesa é justamente o estar bem consigo mesmo. “Autoestima é muito importante para quem tem características que despertem críticas ou piadas. Precisamos saber lidar com a situação e perceber que o preconceito está dentro de nós. Aí fica mais fácil porque conseguimos mudar isso no momento em que nos empenharmos em ter uma visão menos rígida diante de nossa vida.”
http://delas.ig.com.br/comportamento/quais+as+vantagens+de+saber+rir+de+si+mesmo/n1597189513359.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DOUTOR RISADINHA APÓIA O FESTICLOWN NA PALESTINA


Olá Turminha do Riso! Hoje trago uma notícia super especial. Trata-se de um grupo de palhaços que iram invadir a Palestina. Isso mesmo! Conheçam esta maravilhosa iniciativa nesta matéria publicada pela EFE ontem 31/agosto, sob o título EXERCITO DE PALHAÇOS INVADE PALESTINA PARA FESTIVAL.  
Um "exército" de 40 palhaços ocupará, desta quinta-feira até o próximo dia 15, praças, colégios e centros sociais das cidades de Nablus, Jerusalém Oriental e Ramala tendo como armas narizes vermelhos e uma boa dose de humor.

Eles serão os protagonistas do "Festiclown Palestina", um festival que levará aos palestinos atrações circenses, oficinas e espetáculos. Alguns deles serão apresentados em hospitais e campos de refugiados na Cisjordânia.

"Queremos que durante duas semanas os palestinos possam trocar a tensão por alegria e aproveitar um festival do nível dos que acontecem em outras partes do mundo. Duas semanas nas quais as bombas sejam de nata, e os mortos sejam de riso", afirmou o diretor do evento e também palhaço, Ivan Prado, em entrevista à agência EFE no campo de refugiados de Shuafat, próximo a Jerusalém.

Prado está há um mês e meio na região preparando o Festiclown, que define como uma "aventura" e um "sonho realizado" no lugar do mundo "onde ele é mais necessário". Esta será a primeira vez que o festival deixará a Galícia (noroeste da Espanha), onde foi criado, embora sua realização na Cisjordânia já estivesse programada para o ano passado.

Naquela ocasião, os serviços secretos de Israel impediram Prado de entrar no país por "suspeitas" sobre seus "vínculos com organizações terroristas palestinas". O palhaço espanhol acredita que, desta vez, entrou sem problemas porque seu caso "recebeu bastante atenção da mídia".

Cerca de 20 companhias internacionais, de países como Espanha, Argentina, Chile, Estados Unidos e Portugal vão encher de sorrisos as ruas palestinas. Entre as atrações estão o americano "Patch Adams", conhecido como "O Médico do Riso", e o italiano Leo Bassi.

"Acho que qualquer artista de circo é contra a ocupação e o muro (que está sendo construído nas fronteiras de Israel com os territórios palestinos) porque nossa tradição itinerante vai contra fronteiras e muros e é uma metáfora do multiculturalismo", disse Prado após dirigir uma oficina de expressão corporal no qual pedia a jovens palestinos para subir em cima de uma cadeira e gritar seu sonho.
Prado alegou que o evento não acontecerá também em território israelense pois, segundo ele, complicaria um projeto que já "requer muita energia e logística", por isso disse que seria necessário concentrar esforços "nos que mais necessitam". Ele, no entanto, afirmou não ver com maus olhos uma iniciativa similar dentro de Israel porque "os carrascos são vítimas, e os carcereiros acabam sendo presos".