segunda-feira, 18 de julho de 2011

DOUTOR RISADINHA RATIFICA: RIR AINDA É O MELHOR REMÉDIO!

Booomm Diiiaaa Pessoaaallll! Êta segundona gostosa, heim! Vejam que artigo bem legal encontrei neste final semana. Ele foi postado em 16/julho pelo Matheus Gabriel do 3ª ano da Farias Brito, sob o título:

Rir ainda é o melhor remédio!


Rir é uma ação que normalmente implica alegria. Pessoas que a praticam têm a tendência de se afetar menos, psicologicamente, com seus problemas e de se concentrar mais na busca de resoluções para eles. O riso é, para muitos indivíduos, uma terapia, na qual buscam um alívio para uma dor ou um incentivo para lutar contra uma dificuldade.

A prática do riso deve estar presente tanto em casa quanto no local de trabalho. A risada traz consigo uma fuga momentânea de qualquer tipo de preocupação, o que pode ser suficiente para aumentar a capacidade de concentração. Dessa forma, pessoas que praticam o riso devem ter maior facilidade em se concentrar na resolução de seus problemas, o que pode melhorar seus desempenhos profissional e pessoal.

Há pessoas que acreditam no ideal de que boas ações geram reações positivas. Parece um clichê, mas esse pensamento ajuda esses indivíduos a superar os obstáculos de suas vidas. Rir é um exemplo dessas boas ações. Acredita-se que, por meio do riso, enfermos alcancem melhorias consideráveis ao longo de seus tratamentos, por exemplo. Nesse caso, o ato de rir desvincula, por um momento, suas enfermidades e os permite lutar com mais vontade e determinação contra suas doenças.

Portanto, o homem deve ter a necessidade de rir. Um indivíduo capaz de praticar constantemente a ação de rir tende a ser uma pessoa mais amável com seus amigos e familiares, além de ser um profissional mais atento aos detalhes de seu trabalho.

O indivíduo capaz de praticar constantemente a ação de rir tende a ser uma pessoa mais amável.
http://www.opovo.com.br/app/opovo/jornaldoleitor/2011/07/16/noticiajornaldoleitorjornal,2266753/rir-ainda-e-o-melhor-remedio.shtml

ATENÇÃO! – O Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são tirados da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas"

sexta-feira, 15 de julho de 2011

DOUTOR RISADINHA MOSTRA DE ONDE VEM O RISO

Olá Pessoas Sorridentes, tudo bem? Vejam que matéria super legal foi publicada em 13 de julho no site http://www.humanasaude.com.br/novo/materias/2/de-onde-vem-o-riso-_18308.html .


De onde vem o riso?

Com certeza você já ouviu a frase “rir é o melhor remédio” e em alguns casos parece que é mesmo. Rir é um comportamento que nos insere socialmente, nos aproxima de outras pessoas e nos ajuda a ser aceitos. Pesquisas indicam, por exemplo, que, entrando em uma loja onde dois vendedores atendem, é maior a probabilidade de a pessoa se aproximar do que sorri. Embora o ato geralmente seja associado ao humor, estudos revelam que em mais de 80% das vezes o que faz sorrir é a polidez, o desejo de ser socialmente aceito, a ironia e a tensão.

Um dos pontos que durante anos mais intrigou os cientistas foi o desafio de compreender em que região do cérebro “nascia” o riso. Hoje se sabe que não há um único local dedicado exclusivamente a essa função – o que temos são diversas de regiões que participam desse comportamento.

Acredita-se, por exemplo, que o ato físico de rir seja deflagrado por um mecanismo no tronco encefálico que modifica a respiração, garantindo que os sons de uma boa risada sejam produzidos.

O curioso é que essa região (a mais antiga do sistema nervoso) regula funções fundamentais, o que nos leva a crer que rir foi fundamental para incluir nossos ancestrais nos grupos – e, assim, ter mais chances de sobreviver e propagar seus genes.

Já o humor mais sutil e os jogos verbais requerem trabalho do lobo frontal, desenvolvido bem mais recentemente no cérebro: exames de ressonância magnética mostram que essa área se ilumina quando as pessoas acham uma piada engraçada, indicando que a compreensão mais refinada do humor é de fato um sinal de evolução.
(Fonte: Mente e Cérebro - Edição: F.C. - 13.07.2011)

ATENÇÃO! – O Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são tirados da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Doutor Risadinha apresenta os 11 benefícios que o sorriso traz para a sua saúde

Olá Turminha do Riso, tudo belê? Hoje vou compartilhar com vocês uma excelente matéria que foi postada hoje (11/julho) pela Carolina Gonçalves do site Corpo e Saúde da MSN Brasil, com a ajuda da nossa colega e super gente boa, Conceição Trucom, sob o título: "Conheça 11 benefícios que o sorriso traz para a sua saúde"


Rir fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e elimina rugas

Na correria do dia a dia, é muito comum nos estressarmos com os empecilhos da rotina ou ficarmos extremamente cansados no fim do dia, sem vontade de fazer nada. Embora pareçam não ter remédio, esses males podem ter uma solução muito simples: sorrir! É de graça e você não precisa de mais nada além de você mesmo para isso.

O riso, além de trazer aquela sensação de bem-estar que todo mundo conhece, pode ser um grande aliado da saúde, ajudando a prevenir doenças e auxiliando o organismo a cumprir as suas funções diárias. É benefício da cabeça aos pés! Veja aqui tudo o que uma boa gargalhada pode fazer por você:

Coração

Uma pesquisa na Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), afirma que o riso pode reduzir o risco de doenças cardíacas. A equipe separou dois grupos de pessoas que tinham sofrido um ataque cardíaco e estavam sob cuidados médicos. O primeiro grupo assistia a vídeos de humor durante 20 minutos, todos os dias.

Após um ano, esse grupo apresentou uma queda de 66% da proteína C-reativa, que é um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares. A queda dessa substância no outro grupo foi de apenas 26%. Como conclusão, as pessoas que riram mais tiveram o risco de problemas cardíacos reduzido significativamente.

Colesterol e diabetes

Dar boas risadas pode aumentar os níveis de colesterol bom no sangue, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade Loma Linda. Os pesquisadores acompanharam 20 pacientes diabéticos com altas taxas de colesterol ruim no sangue. Todos usavam remédios para controlar esses problemas.

Metade desses pacientes continuou com o tratamento padrão, enquanto a outra metade, além de tomar a medicação, assistia a filmes de comédia diariamente, durante 30 minutos. Após um ano, o grupo que foi estimulado a gargalhar elevou seus níveis de HDL, o bom colesterol, em até 26%. No grupo de controle o aumento foi de apenas 3%.

Pressão arterial

Um estudo realizado na escola de medicina da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, descobriu que rir diminui a pressão arterial, enquanto o estresse a aumenta. A equipe estudou 20 voluntários saudáveis, não fumantes, com idade média de 33 anos. Eles assistiam primeiro a um trecho de um filme que causasse estresse e, 48 horas depois, viam um filme de comédia.

Antes de assistir a cada filme, os voluntários ficavam em jejum e submetiam-se a testes para saber como vasos sanguíneos respondiam a súbitos aumentos no fluxo de sangue. Ao final do estudo, foi revelado que o estresse reduz o fluxo de sangue em 35%. Já as risadas provocadas pela comédia fizeram com que o fluxo aumentasse 22%, reduzindo a pressão arterial. Paralelo a isso, ocorria uma limpeza dos vasos sanguíneos.

Pulmões

De acordo com a especialista em terapia do riso Conceição Trucom, dona do site Doce Limão, quando damos uma boa gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. Inalamos mais ar e, com isso, a expiração também fica mais forte. "Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação". Ou seja, rir limpa os seus pulmões e ainda os deixa mais fortes!

Digestão

De acordo com a psicóloga Fátima Niemeyer, da Sociedade Brasileira de Psicologia, os músculos que são mais estimulados quando rimos são os abdominais. Esses movimentos fazem uma espécie de massagem em nosso sistema gastrointestinal, melhorando a digestão. "Essa massagem também revigora todo o trabalho hepático", diz Conceição.

Circulação do sangue

O ritmo cardíaco acelera quando começamos a rir. Os batimentos podem atingir até 120 pulsações por minuto, em comparação com as 70 pulsações por minuto quando estamos em repouso. "Quando a pulsação aumenta, o sangue circula mais intensamente no organismo, o que aumenta a oxigenação de todas as células, tecidos e órgãos", afirma Fátima. Isso faz com que nosso organismo funcione a todo vapor!

Estresse e sistema imunológico

"Durante uma sessão de gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina - hormônios do estresse - baixam", diz Conceição. Além disso, nosso cérebro passa a produzir endorfina, hormônio que nos deixa relaxado. Isso faz com que o corpo consiga produzir mais células de defesa, que ficam mais ativas, fortalecendo o sistema imunológico e blindando o organismo contra doenças.

Segundo Conceição, as células que ganham vantagem na produção - quando os níveis de estresse abaixam - são os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos; os linfócitos T, que são verdadeiros rastreadores de vírus e bactérias; a imunoglobina A, um anticorpo essencial no combate às infecções respiratórias; e as células NK, que são destruidoras de células cancerígenas.

Combate as rugas

Ao dar boas risadas, nós movimentamos 12 músculos faciais e, ao dar gargalhadas, movimentamos 24 desses músculos. Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, então, são 84 músculos. Todo esse exercício facial estica a pele, retardando o aparecimento de rugas.

Exercício físico para os idosos

De acordo com uma pesquisa feita pela equipe da Universidade de Loma Linda, uma gargalhada é tão saudável quanto a prática de exercícios físicos. Isso porque ela estimula a circulação, produz endorfina e também movimenta nossos músculos, não só do abdômen, mas das pernas, braços e pés. Os pesquisadores afirmaram que o riso pode ser a chave para a saúde de idosos que não conseguem praticar atividades físicas.

Auto-estima

"O sorriso melhora o bom humor, eleva a auto-estima te deixa mais seguro", diz a psicóloga Melina Blanco Amarins, do Hospital Albert Einstein. Ela afirma que a Terapia do Riso nos hospitais é capaz levantar o alto astral do paciente e diminuir o sofrimento da internação, deixando-o mais confiante. A psicóloga Fátima conta que o sorriso traz uma série de sensações agradáveis e ajuda a eliminar sensações negativas, como tristeza e, até mesmo, depressão.

Sorrir é contagioso!

A psicóloga Melina explica que o sorriso, além de trazer todos esses benefícios a nossa saúde, ainda é capaz de nos aproximar das pessoas conhecidas e aumentar as chances de fazer novas amizades. Afinal, ele não deixa de ser uma forma de comunicação. "Sorrir faz parte das relações sociais e compartilhá-lo faz bem a você a ao próximo!", diz Melina.
http://msn.minhavida.com.br/conteudo/13491-Conheca-11-beneficios-que-o-sorriso-traz-para-a-sua-saude.htm?ordem=1

ATENÇÃO! – O Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são tirados da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Doutor Risadinha apresenta Yoga do Riso em Portugal para a Terceira Idade.

Olá Turminha do Riso, tudo legal? Vou compartilhar com vocês uma matéria e vídeo muito interessantes sobre Yoga do Riso para a terceira idade em Portugal, que vocês poderão assistir no endereço ao final deste artigo, que foi publicado por Ricardo Paz Barroso hoje (04 de Julho de 2011) com o título: "Riso. Como administrar o melhor remédio aos idosos". Confiram a matéria abaixo e o vídeo ao final, no qual vocês conhecerão o Jorg, com quem me certifiquei Líder da Gargalhada. Ele é muito gente boa.
Rir e sonhar são duas actividades de luxo. O i foi ver como são usadas como terapia junto dos mais velhos

Pode uma pessoa idosa desterrada nos confins orientais de Lisboa, num convento do século xvii decadente transformado num lar de terceira idade, ter razões para rir? Pode, se estiver numa aula da Escola do Riso. E mais ainda se estiver na Terra dos Sonhos. Expliquemo-nos: estamos na sala de televisão da Mansão de Santa Maria de Marvila, um lar de idosos com capacidade para mais de 190 utentes, instalado no antigo Mosteiro de Marvila, que data de 1660. Muito riso vai por ali. Não está a dar uma edição de final de tarde de "O Preço Certo", com as piadas desbragadas de Fernando Mendes, nessa espécie de prime time dos idosos, que jantam e se deitam cedo, e a televisão está mesmo apagada. Não há ali nenhum palhaço e ninguém está demente.

A culpa é de Jorg Helms e da sua equipa. Este alemão de 41 anos fala e esbraceja muito e abraça velhotes que o observam, entre a diversão e o espanto. Jorg também dança com octogenárias envergonhadas e põe até as auxiliares do serviço a trabalhar para ele incentivando os idosos a participar nesta sessão tão bizarra e fora da rotina daquele lar. Há braços no ar, abraços colectivos e muitos sorrisos de orelha a orelha.

Jorg (que se apresenta como Jorge, para facilitar a comunicação) tem uma boa desculpa para este comportamento esfuziante, até frenético: é o presidente da Escola do Riso e explica ao i as vantagens da gargalhada: "O riso trabalha a todos os níveis do corpo humano, oxigenando-o, aliviando os sintomas de stresse, prevenindo estados depressivos, desenvolvendo a autoconfiança." Jorg cita estudos que comprovam todos os benefícios do riso. E refere que na Alemanha, país considerado sisudo pelo Sul da Europa, "há empresas que fazem sessões de riso semanais junto dos seus funcionários, e também há várias escolas em que as crianças começam o dia com sessões de riso".

Esta técnica ganha adeptos em Portugal e Jorg traduz a prática em números: "Já formámos 400 pessoas nas técnicas do riso."

Voltemos a Marvila, onde trabalhar o riso com idosos - muitos habituados desde a infância ao provérbio "muito riso, pouco siso" - requer técnicas mais apuradas: "É preciso tocar-lhes, olhá-los olhos nos olhos, chamar a sua atenção e quebrar as barreiras da desconfiança, típicas de quem envelhece fechado num lar", conta Inês Subtil, uma das animadoras da equipa. "Os idosos têm os sentidos mais limitados", acrescenta, "mas até já nos contaram que hoje viram alguns companheiros a rir pela primeira vez desde que cá estão."

Mas nem só de riso tem sido feita a realidade deste lar, gerido pela Fundação D. Pedro IV. Também a Terra dos Sonhos, uma instituição que realiza sonhos de crianças e idosos, marca presença neste dia. "Mas estamos aqui em segredo", sussurra-nos Violeta Lapa, da associação, que até enverga uma t-shirt da Escola do Riso para passar despercebida.

Há cerca de um ano que estão a trabalhar neste lar de idosos. A ideia é identificar sonhos dos idosos e concretizá- -los, o que parece ser difícil: "Os idosos não sonham muito. Muitos deles perderam mesmo a capacidade de sonhar", revela-nos.

Ainda assim, já foram cumpridos os sonhos de três utentes: Zé Filipe, 57 anos, ex-encadernador que sofre de uma doença degenerativa que o obriga a andar de cadeira de rodas, foi conhecer a cantora Ivete Sangalo ao camarim no Pavilhão Atlântico, na sua passagem em Maio. Trouxe de lá uma foto autografada, agora exposta com orgulho no quarto. No caso de Aida, que foi "modista de alta-costura" e tem perda progressiva de visão, o sonho também passou pela música, mas no São Carlos, onde foi ver uma ópera de que já não recorda o nome. Recorda, isso sim, e com orgulho, "ter almoçado no restaurante do São Carlos" e de se ter "sentado no camarote presidencial". Costuma-se dizer que os sonhos são à medida de quem os sonha e, no caso de João Pereira, que foi sem-abrigo, o grande desejo passava por umas "iscas com batata cozida". João acaba por dizer "que faltou ali alguma coisa", não sabia bem o quê, mas garante que conseguiu mesmo realizar um sonho.
http://www.ionline.pt/conteudo/134302-riso-como-administrar-o-melhor-remedio-aos-idosos--video

ATENÇÃO! – O Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são tirados da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas"

quinta-feira, 30 de junho de 2011

DOUTOR RISADINHA APRESENTA O RISO NA IDADE MÉDIA

Olá Turminha, tudo bem? Compartilho hoje com vocês uma interessante entrevista postada em 27/06/2011 pela Márcia Junges no endereço http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3962&secao=367 realizada com o historiador José Rivair Macedo sob o tema "A Idade Média e o riso sob um prisma moral". Achei muito legal e recomendo sua leitura:

Considerado demoníaco, o riso no medievo possuía traços ameaçadores, perigosos e tentadores, além de satânicos, argumenta o historiador José Rivair Macedo. Renunciar aos prazeres mundanos era a exortação dada através do argumento de que Jesus Cristo jamais havia rido

De acordo com o historiador José Rivair Macedo, “fora da esfera da Igreja, as manifestações do riso sempre estiveram presentes, nas festas, nos textos cômicos, composições musicais e imagens da cultura laica”. A análise faz parte da entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, refletindo o riso na Idade Média. “A ideia de Cristo jamais riu, defendida por certos pensadores cristãos do início da Idade Média, como João Crisóstomo, no século V, e Jonas de Orléans, no século IX, tinha a finalidade mostrar que a renúncia aos prazeres mundanos era uma necessidade”. E complementa: “No período medieval, o fenômeno da risibilidade era encarado sob prisma eminentemente moral, de onde sua condenação”. Já a “modernidade consagrou a liberdade do riso, conferindo-lhe legitimidade como forma de expressão das emoções e dos sentimentos humanos”.

Confira a entrevista:

IHU On-Line - Poderia contextualizar como o riso era compreendido na Idade Média?

José Rivair Macedo - Estudos realizados por pesquisadores como Mikhail Bakhtin, Georges Minois e Jacques Le Goff demonstram que, ao contrário do que se costuma pensar, a cultura cristã latina do período medieval não foi atravessada pela ideia da culpa, pecado e arrependimento, como sugerem os textos dos representantes da cultura clerical, que era majoritariamente eclesiástica. Fora da esfera da Igreja, as manifestações do riso sempre estiveram presentes, nas festas, nos textos cômicos , composições musicais e imagens da cultura laica.

IHU On-Line - Normalmente esse período é tido como lúgubre e religiosamente sério. Quais são as manifestações do riso dessa época? O que o riso naquele período ocultava e revelava?

José Rivair Macedo - Seria estranho pensar que a sociedade medieval, cujas formas de comunicação e de sociabilidade foram marcadas essencialmente pelo gesto, pela palavra e pela imagem, não tivesse reservado algum espaço às formas de expressão do risível. Os estudiosos conhecem bem as manifestações populares urbanas dos séculos XIII-XV denominadas “festas dos loucos”, onde o riso, a comilança, a bebedeira e o escárnio tinham livre curso. Origem do carnaval moderno, as “festas dos loucos” antecediam a quaresma e a Semana Santa, períodos de contrição e de resignação espiritual, e a liberação do riso e dos excessos constituíam um contraponto ao rigor moral imposto pelas normas cristãs.

De outro lado, a partir do século XII, integrantes da Igreja envolvidos com a pregação e com a educação perceberam o potencial educativo do riso, utilizando a comicidade como um recurso na transmissão de mensagens cristãs. Data deste momento o aparecimento de gêneros textuais destinados à edificação dos fiéis, como os exempla, contos humorísticos curtos que deviam ser inseridos nos sermões. A ideia era valer-se do riso para execrar os comportamentos condenáveis e ridicularizar os pecadores incorrigíveis.

IHU On-Line - Em que medida o riso funcionava como uma forma de resistência?

José Rivair Macedo - A ênfase do discurso oficial cristão incidia na alma e sua necessária salvação, enquanto a comicidade e o riso enfatizavam a materialidade do corpo. Pode-se dizer que, contrariando os preceitos da renúncia, da ascese e da culpa, as manifestações de vitalidade e alegria da cultura popular medieval, sempre aberta à fantasia e evasão, ao prazer e à festividade, indica-nos que já naquele momento o riso era um veículo de expressão da liberdade.

IHU On-Line - Como podemos compreender a interdição ao riso no medievo com base na trajetória de Jesus?

José Rivair Macedo - A ideia de Cristo jamais riu, defendida por certos pensadores cristãos do início da Idade Média, como João Crisóstomo , no século V, e Jonas de Orléans, no século IX, tinha a finalidade mostrar que a renúncia aos prazeres mundanos era uma necessidade, pois segundo tais escritores o verdadeiro riso só deveria provir do gaudium, da felicidade eterna no Paraíso. Na arte religiosa oficial, inscrita na estatuária das catedrais, na iluminação dos manuscritos ou na pintura mural dos afrescos, as cenas risíveis em geral estão associadas com o demônio, que, invariavelmente, mostra-se rindo. A gargalhada, expressão do excesso, da desmesura, continuou sempre a ser um gesto com conotação demoníaca, como bem lembrava São Bernardo de Claraval em 1125 no Liber de gradibus humilitatis et superbia. Daí em diante, passa-se a admitir a possibilidade de que Cristo pudesse ter rido (porque tinha sido humano um dia), embora ninguém admitisse que tivesse feito. É o que defende o mestre em teologia Pedro Cantor em seu tratado moral intitulado Verbum abbreviatum, escrito em 1178, onde se pode ler que: “O risível ou a risibilidade é uma característica do homem, dada pela natureza. Como, então, não poderia servir-se dele? Terá, talvez, podido, mas não se lê que dele se tenha servido”.

IHU On-Line - Hoje, quais são as principais diferenças em relação à forma como o riso era encarado naquele período?

José Rivair Macedo - A modernidade consagrou a liberdade do riso, conferindo-lhe legitimidade como forma de expressão das emoções e dos sentimentos humanos. Na arte e na literatura as formas risíveis passam a ser valorizadas em gêneros específicos, como a comédia na literatura teatral, a paródia na literatura e a caricatura nas artes visuais. Ao riso está ligada a liberdade de expressão individual, e se reconhece nele um instrumento de afirmação social, cultural e mesmo política – como demonstram os estudos de Henri Bergson (O riso: ensaio sobre a significação do cômico), Sigmund Freud (Os chistes e sua relação com o inconsciente), Jean Duvignaud (Sociologia do comediante). No período medieval, o fenômeno da risibilidade era encarado sob prisma eminentemente moral, de onde sua condenação.

IHU On-Line - Nesse sentido qual é o “perigo” que há por trás do riso? Por que o riso assusta tanto o poder?

José Rivair Macedo - Num velho estudo composto em 1855 a respeito do significado da caricatura, Charles Baudelaire reconhecia no riso um caráter demoníaco, no sentido de que sua manifestação franca representava sempre uma ameaça. O riso rebaixa, denuncia, ridiculariza a seriedade do poder, a grandiloquência dos poderosos, reduzindo-os através da caricatura. Contém algo de ameaçador, de perigoso, de tentador, de satânico. Nas palavras de Baudelaire: “O sábio treme por ter rido; o sábio teme o riso assim como teme os espetáculos mundanos, a concupiscência. Ele se detém à beira do riso assim como à beira da tentação”.

IHU On-Line - Em que medida rir é uma transgressão política?

José Rivair Macedo - O riso carrega consigo certa ambiguidade, que transparece inclusive no uso político de formas ou expressões cômicas. A política é a mais séria, digna e elevada atividade humana, porque diz respeito à nossa essência enquanto seres humanos (gregários, coletivos). Certos temas, sobretudo aqueles relacionados com as opções de fé, com as minorias étnico-raciais e sexuais, por exemplo, não devem ser objetos de riso porque tal uso poderia ofender a liberdade, dignidade e integridade das pessoas envolvidas. É preciso saber sempre discernir a tênue fronteira entre a comicidade e a seriedade, sob pena de transformar o riso numa arma a serviço do proselitismo, do autoritarismo e do racismo. Mas em situações de opressão, rir pode vir a ser uma forma de expressão da liberdade de manifestação e, por conseguinte, uma forma de transgressão e de subversão da ordem estabelecida.

José Rivair de Macedo é professor no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS. Graduado em História pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) com a tese Tolosanos, cátaros e faidits: conflitos sociais e resistência armada no Languedoc durante a Cruzada Albigense. Obteve pós-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal. É autor de diversos livros, entre os quais citamos Riso, cultura e sociedade na Idade Média (Porto Alegre: EDUFRGS/Ed. da UNESP, 2000) e A mulher na Idade Média (5. ed. São Paulo: Contexto, 2002).

ATENÇÃO! – O Espaço do Riso não têm como objetivo diagnosticar ou tratar qualquer tipo de doença ou problemas físicos. Os artigos do blog são tirados da própria internet, jornais e revistas. "Eles não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

DOUTOR RISADINHA EM PARCERIA COM OS ALUNOS DE JORNALISMO DA UNIV ANHEMBI MORUMBI

Olá Turminha do Riso, tudo legal? Vejam abaixo o vídeo com a matéria (postada ontem 28/jun) que a turminha da Universidade Anhembi Morumbi elaborou com a Bandnews TV como conclusão do curso de Jornalismo. Eles não são demais! Veja que maravilha de futuros profissionais estamos preparando. Uma salva de palmas prá eles....   Confiram o vídeo no endereço: http://bolandoideias.blogspot.com/2011/06/sorria-mais-leve-vida-simplesmente.html


Sorria mais, leve a vida simplesmente

Por Janaina Caixeta (Reportagem: Produção U.A.M em parceria com a Bandnews TV)

Como já dizia Mart’nália em sua música “Don’t worry, be happy”. A canção ressalta a importância do riso na vida. O estresse diário pode acarretar milhares de doenças enquanto os bons sentimentos, como o amor e a alegria além de rejuvenescerem podem auxiliar na prevenção.

A terapia do riso ou a risoterapia tenta resgatar o universo da infância, tornando a pessoa mais livre e espontânea, permitindo que ela ria mais vezes ao dia, melhorando o equilíbrio emocional e condicionando à felicidade.

Esta terapia se originou no Japão, com o registro da recuperação de um homem que praticava a risada diária.

A risoterapia pode ser praticada em diversos lugares, como em casa, na escola, no hospital, em ruas ou praças, no trabalho e até na igreja. Além disso, pode ser praticada em grupo ou individual.

Estudos realizados comprovam que a risada como complemento de um tratamento, auxilia na cura, pois garante o bem estar físico e psíquico. O estado de espírito é muito importante para que o paciente melhore.

Os projetos “Quero viver em um mundo que ri” (de Conceição Trucom) ; “ Sorria e tenha um bom dia” e a obra “Sorria você está sendo curado” (ambas de Marcelo Pinto, Doutor Risadinha) são parte da pesquisa de Gelotologia (Ciência que estuda os efeitos fisiológicos e psicológicos no seres humanos), e a grande alquimia da vida, com base nos estudos destes profissionais é transformar desafios em superação.

O efeito de rir é contagiante, assim o bom-humor sugere afeto, beleza, autoconfiança e o mais importante: saúde.

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terça-feira, 28 de junho de 2011

DOUTOR RISADINHA PARTICIPA DO NBLOGS NA RECORD NEWS FALANDO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO RISO. CONFIRAM!

Moçada, boooommm diiaaaa! Para quem não conseguiu assistir ou assistiu mas gostaria de rever, comportilho a matéria e o link da entrevista que participei na última 5ª feira (23/junho) no programa NBlogs apresentado pela Fabiana Panachão da Record News, onde tratamos da importância do Riso para a nossa saúde. Acompanhem a entrevista na íntegra:


Programa fala da importância do riso para a saúde humana

O riso já virou terapia com resultados que ajudam na melhora do estado emocional dos pacientes. Mas, no dia a dia, o bom humor é fundamental para encarar os problemas.

No NBlogs desta quinta-feira (23), Fabiana Panachão recebe o especialista e palestrante do riso Marcelo Pinto e a blogueira do portal R7 Clara Averbuck.

Assista à íntegra:

http://noticias.r7.com/record-news/2011/06/23/nblogs-33/

http://videos.r7.com/nblogs-fala-da-importancia-do-riso-para-a-saude-humana/idmedia/4e037d46b51a4b961b3716d4.html

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