sexta-feira, 22 de junho de 2012

Doutor Risadinha destaca: Sorria e continue saudável!


Olá Turminha do Riso Saudável, tudo bem? Compartilho com vocês o artigo publicado por Stefanie em 30 de maio de 2012, no blog da Saúde, com o título "Sorria, você está sendo saudável!". Ficou muito legal!

Um sorriso no rosto pode realmente fazer a diferença no seu dia e até o daqueles ao seu redor. Além de proporcionar saúde e bem-estar próprio, a gentileza de sorrir muda o estado emocional daqueles que o recebem.

Quem sorri, estimula o cérebro a liberar endorfina e serotonina, substâncias responsáveis pela sensação de prazer, felicidade e bem-estar. Uma boa risada ainda traz vantagens para os sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico, prevenindo uma série de doenças!

Em situações que causam dor, como quebrar uma perna, o sorriso pode amenizar o desconforto, pois é um potente analgésico natural, segundo o Hospital Albert Einstein.

Pesquisa divulgada em 2006 pela Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), comprova que o riso colabora para aumentar a produção e a atividade no organismo das células NK (do inglês, natural killers), responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo.

As vantagens que o sorriso trás vai além de benefícios pessoais e é capaz de afetar a comunidade ao redor do personagem sorridente. O riso pode ser um recurso terapêutico na medida em que altera o estado emocional da pessoa, tornando-a mais favorável a enfrentar situações psicologicamente difíceis, como uma doença grave na família. Esse é um dos motivos pelo qual alguns voluntários se vestem de palhaços e caminham pelas alas dos hospitais tentando arrancar um sorriso dos enfermos.

Se você está sempre sorrindo, as pessoas irão querer sempre ficar perto de você e sua convivência social será muito favorecida. Além disso, um estudo da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, constatou que o sorriso de um desconhecido pode fazer com que as pessoas se sintam mais conectadas aos outros e menos solitários.

O sorriso é tão poderoso que é capaz de reduzir os riscos de um assalto em bancos. O FBI instruiu os seguranças a sorrirem para todos os clientes e, em um ano, a quantidade de assaltos foi reduzida pela metade! Segundo o FBI, quanto mais gentileza, maior a probabilidade do assaltante desistir do crime.

Outros benefícios que um sorriso no rosto pode trazer: te deixa mais bonito, mais feliz, mais criativo, diminui o estresse e a depressão e aumenta o humor.

Mas para tudo isso, o sorriso tem que ser sincero e natural! Com tudo isso, só falta dizer uma coisa: sorria!

sábado, 9 de junho de 2012

Doutor Risadinha destaca o Poder do Sorriso


Olá Turminha, tudo bem? Compartilho com vocês o artigo escrito por Abílio Diniz, que o Carlos Simas publicou em 2 de junho no seu blog Marketing Positivo, com o título "O poder do sorriso", citando parte do meu livro "Sorria, você está sendo curado"

Estudos comprovam que sorrir previne doenças. A correria do dia a dia leva as pessoas a passarem o dia emburradas, tristes ou preocupadas. Afinal, não é fácil enfrentar os compromissos pessoais e as disputas dentro e fora do ambiente de trabalho numa sociedade cada vez mais competitiva. Já situações como doença na família, desilusão amorosa ou morte de uma pessoa próxima fazem com que elas se esqueçam de que um dia chegaram a sorrir. Frequentemente, nesses casos, o rosto permanece sisudo durante meses ou até anos.

Algumas técnicas, porém, podem amenizar os efeitos de uma excessiva carga de trabalho ou de qualquer motivo capaz de aumentar o stress e provocar doenças. Uma dessas técnicas é: sorria! Mesmo que seja, inicialmente, em frente ao espelho. “Sorrir não é apenas um bom exercício para a mente. Também conserva o corpo constantemente abastecido de renovada energia cósmica”, dizia o iogue e guru indiano Paramahansa Yogananda ( -1952), um dos primeiros a promover a prática da meditação no mundo ocidental.

Em seu livro Onde Existe Luz, o guru afirma que a pessoa que possui alegria dentro de si constata que seu corpo está carregado de correntes elétricas, energia vital proveniente não dos alimentos, mas de Deus. E dá uma dica: “Se você sente que não pode sorrir, fique diante de um espelho e, com os dedos, arme um sorriso em sua boca. Isso é importante.”

Ainda, segundo o guru, a alegria sincera transforma as pessoas em milionários de sorrisos. “Um sorriso genuíno distribui a energia cósmica, prana, a todas as células do corpo. O homem feliz é menos sujeito a doenças, pois a felicidade de fato atrai para o corpo um maior suprimento da universal energia vital.”
Alguns estudos comprovam a tese de Yogananda. Michael Miller, cardiologista da Universidade de Maryland, nos EUA, concluiu que quem dá mais risada evita problemas cardíacos. E não sobrecarrega a musculatura da face: quando uma pessoa sorri, utiliza 28 músculos, e quando franze a testa, 32.

No ambiente de trabalho, o sorriso melhora as relações entre os funcionários, contribuindo para a boa performance das empresas. Em estudo com executivos avaliados como excelentes e medianos, o pesquisador Fábio Sala, da Universidade de Boston (EUA), concluiu que os profissionais acima da média mostram-se, durante a entrevista, duas vezes mais bem-humorados do que os executivos com desempenho mediano, e que os que riam mais, ganhavam mais.

Há estudos também que comprovam que a pessoa sorridente é bem mais feliz, pois o sorriso atrai tudo o que é positivo e gera felicidade, fator essencial para a boa convivência em casa, no trabalho e com os amigos. Marcelo Pinto, o dr. Risadinha, que o diga. Em seu livro Sorria, você está sendo curado! ele afirma que, quando um indivíduo dá uma gargalhada, o cérebro libera endorfina, substância do bem-estar, que o ajuda a ficar um pouco imune a dor, como uma “anestesia  da alegria”. Segundo o dr. Risadinha, o bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem.


sábado, 28 de abril de 2012

Doutor Risadinha destaca a Profissão do Riso!!!


Olá Pessoal, tudo legal? Compartilho com vocês esta matéria que foi divulgada hoje, dia 28 de abril, no site do O Povo de Fortaleza, que trata da profissão de Palhaço das Festinhas de Aniversário. O Tema é Rindo à Toa e foi escrito por Juliana Diógenes. Confiram a matéria, que está bem completa.

Rindo à toda

Saber se maquiar, escolher figurino, cantar, dançar, interpretar: para ser palhaço não basta usar nariz vermelho e saber contar piada. O mercado pede por renovação, e os que se destacam recebem até R$ 650 por festa

Rrrrrespeitável público! Com vocês, a profissão do riso. A que existe em função da felicidade do outro; que nasceu para disseminar a alegria entre pessoas de todas as idades, em qualquer lugar do mundo.

E quem disse que palhaço não pode ser uma profissão bem remunerada. Histórias de quem está no ramo há bastante tempo mostram que, com dedicação e muita disposição para se renovar, é possível conseguir, em apenas uma festinha, de R$ 300 a R$ 650.

Muito do sucesso vem da vocação. Ainda menino, André Luiz Vieira já carregava o dom da lida com crianças. Nas horas vagas, era babá dos vizinhos pequenos, e aos 16, atuava em peças na periferia onde morava. Mas foi ao entrar no Curso de Arte Dramática (CAD), da Universidade Federal do Ceará (UFC), que André deu o primeiro passo à profissionalização teatral. A partir de então, ele trilhou o caminho que o levaria a se tornar o respeitado palhaço Escadinha, há 24 anos no mercado.

Antes de se dedicar à profissão do riso, André atuou em peças teatrais e até no comércio, vendendo lanches num trailer. Para atrair clientes, recorreu certo dia à fantasia de Escadinha, o que mudou a sua vida.

“Coloquei uma roupa de palhaço e comecei a animar as crianças que passavam na praça. De repente, a mãe de uma gostou e resolveu me convidar para animar a festa da filha. Depois, fui só ganhando clientela”, lembra. A partir de então, Escadinha assumiu de vez a profissão e se soltou, passando a criar novos personagens.

André dá vida aos personagens em um lugar inusitado: supermercados. Por mês, trabalhando seis horas diárias, fatura o valor fixo de R$2,5 mil. Quando assume Escadinha nas festas infantis de fim de semana, lucra em média R$ 400. Mas nada melhor para um palhaço do que o mês de outubro, com o Dia das Crianças. André já chegou a ganhar mais de R$3 mil.

Mesmo com toda a experiência em artes cênicas, o ator reconhece que o desafio é a renovação constante, acompanhada da prudência nas piadas e da conquista de novos clientes. “Quando você está vestido de palhaço, as pessoas esperam algo de você. E é função do palhaço compensar essa expectativa”, prega.

Conselhos
Para o ator e diretor Breno Moroni, o segredo de um bom palhaço é o estudo. Ele é formado na Academia Piolin de Artes Circenses e já foi palhaço até em novela - foi Pingo em O Anjo Caiu do Céu.
 
Para ele, o ator que interpreta um palhaço tem de levar como profissão: tem de saber cantar, dançar e interpretar. “Para eu ser palhaço, não posso só colocar uma roupa colorida, um nariz de palhaço e pronto. Isso é um insulto a quem estuda. Ele precisa saber se maquiar, fazer o próprio figurino, tocar um instrumento. O melhor exemplo é Chaplin”, afirma.

ENTENDA A NOTÍCIA

Uma das figuras mais amadas do mundo circense, o palhaço pode atuar em diferentes espaços, como circo, teatro-circo, cinema, novela e em festas. Pode também se apresentar em praças e clubes.

Profissão não é bico

Quando o assunto é empreender, Carlos Antônio, o Macarrão, tem o que ensinar. Afinal, garantir o sustendo de 15 filhos apenas com festas infantis demanda estrutura e organização.

Nas primeiras atuações em festas infantis, usava pijamas com bolas de tecidos coloridas costuradas, a maquiagem da mãe e cabelo de tiras de saco plástico. Hoje, é tudo profissional.

“Quando me perguntam qual é a minha profissão, digo que sou palhaço. Isso não é bico. Bico é quando trabalho com outra coisa que não isso”, explica.

Macarrão cobra R$ 300 por evento, mas avisa: “É negociável”.

Mas Macarrão já tirou, em uma só festa, R$ 1.300. “Fico com cerca de 40% do lucro, o resto vai para pagar minha filha, que fica na máquina de algodão doce, a mãe que vende crepe, o meu filho como DJ, a minha esposa que faz a decoração.

Estou construindo a minha própria mão de obra”. (JD)

5 lições para aprender com um palhaço

ESTUDE
Especialize-se. Procure não ficar só na contação de piadas e charadas. Treine aspectos do canto, da atuação, da interpretação. Quanto mais completo, mais capacitado estará para diversos tipos de trabalhos
 
APAREÇA
Apareça o máximo possível. Mostre-se. Aceite trabalhos mesmo que não tragam o retorno financeiro desejado. Assim, você se torna conhecido e acaba abrindo espaço para novos convites
 
CRIE
Crie uma marca que o diferencie dos outros palhaços. Seja criando novos personagens ou novas formas de atuação, procure ser original
 
INVISTA
Não se limite apenas a fazer festas infantis. Durante a semana, quando normalmente não há aniversários de crianças para ir animar, engaje-se em projetos pessoais ou mesmo com um grupo

NÃO APELE
Não faça piadas com defeitos físicos de crianças ou ridicularize a roupa de algum espectador. Evite apelações e comentários preconceituosos que possam causar constrangimento, você pode queimar seu nome

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Doutor Risadinha apóia o I Festival Internacional de Palhaços da Venezuela

Artistas do riso reivindicam sua arte na Venezuela 



Escrito por Erica Soares
25 de abril de 2012, 11:16Caracas, 25 abr (Prensa Latina) Com o início hoje do I Festival Internacional de Palhaços, a Venezuela busca reivindicar o trabalho desempenhado pelos artistas do riso, afirmou o diretor da Fundação Nacional de Palhaços e Artistas Circenses (Fundapacir), Jesús Rujano.

O evento que recebe artistas da República Dominicana, Argentina, Peru e do país anfitrião estenderá sua programação até o próximo domingo e é organizado por Fundapacir e pela Prefeitura de Caracas.

O principal objetivo do evento é o de ser "um presente para o palhaço e para os artistas circenses, já que fomos deslocados do cenário artístico nacional", expressou Rujano.

A inauguração será nesta quarta-feira no Teatro Catia, no oeste de Caracas, com breves apresentações de todos os grupos que participarão no encontro, segundo o programa.

Durante a quinta-feira e sexta-feira as atividades serão levadas às comunidades e albergues onde se alojam pessoas atingidas pelas inundações que afetaram o país no final do 2010 e no início de 2011 e no sábado os artistas tomarão as ruas do casco histórico da cidade.

O vice-presidente de Fundapacir, Jaycker Oropeza, assinalou que além das atividades recreativas se efetuarão duas oficinas intensivas dirigidos a "jovens de 16 até 200 anos".

O encontro prestará uma homenagem a Evelio Pepito Chacón, artista que desde muito jovem cultivou o ofício de palhaço até se converter no fundador da Escola de Palhaços Venezuelana.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doutor Risadinha destaca a diferença entre humor inteligente e riso forçado no teatro

Olá Pessoal! Compartilho com vocês hoje, o artigo publicado pelo Gustavo Saul em 24 de abril, no blog O Café, onde ele justifica a diferença entre Humor Inteligente e o Riso Forçado, destacando ser mais fácil um bom ator de comédia fazer drama do que o inverso. Confiram abaixo na íntegra:

Humor inteligente X Riso forçado

Hoje estava refletindo sobre aquela teoria que muitos profissionais a artistas tem que afirmam que é muito mais fácil um bom ator de comédia fazer drama do que vice-versa. E sabe que se pesquisar referências bibliográficas e fílmicas esse dito, de fato, confere.

A justificativa para isso é que o artista que trabalha a comédia de qualidade estuda, pesquisa. Existe todo um ofício ao redor de sua pessoa que faz ousar e experimentar coisas novas sempre. A forma de atuar desse comediante costuma ser o mais neutra possível, sem consequentemente sublinhar a comicidade textual, fazendo com que seus personagens nunca pendam para a caricatura. Geralmente são atores de altíssima versatilidade, que exploram os mais diversos gêneros e formas narrativas.

O comediante escracho, ou pastelão, trabalha com o humor óbvio. Sua forma de atuar é rasa, geralmente alcança grande aceitação por parte do público, geralmente mais humilde, graças a cotidianeidade das situações abordadas. Incitam o riso, sem dar vazão ao texto trabalhado, exageram, exacerbam. São profissionais que seguem muitas vezes uma carreira voltada em um gênero específico, não sendo raro continuar pos anos em volta do mesmo personagem. Dificilmente fazem drama, não costumam alterar narrativas e seu repertório é muito semelhante. Apesar disso, também são atores munidos de grande virtuose.

sábado, 21 de abril de 2012

Doutor Risadinha recomenda: cuidado com as brincadeiras fora de hora e acima da medida!!!


Pessoas risonhas, tudo bem? Trago para vocês este interessante artigo postado no Diário de Cuiabá, em 19/abril pela CHRISTIANE BATISTA que é bacharel em Direito e acadêmica de Letras na UFMT. O título da matéria é "SERIA CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO":

A movimentação judicial fomentada por humoristas independentes e programas humorísticos da televisão brasileira nos tribunais atualmente não tem precedentes. O riso está se transformando em prejuízo, a cada dia com mais recorrência. 

A TV Globo foi condenada a pagar danos a um técnico que apareceu na Pegadinha do Consumidor, principalmente porque o programa não utilizou os recursos para distorcer a voz ou ocultar a sua imagem.

O grupo de comédia Os Melhores Do Mundo já teve suas contas congeladas pela justiça por conta de piadas disparadas contra instituição de ensino local, num show em Aracaju.

A cantora Wanessa Camargo, em processo de danos contra Rafinha Bastos, teve seu pedido julgado procedente. No episódio, o então futuro réu disse em rede nacional, na bancada do CQC, que ‘comeria’ a mãe e o bebê, em referência às imagens da cantora grávida. E ele mesmo é autor da assertiva torpe que ‘estuprador de mulher feia merece um abraço ao invés de ir preso’, entre outras pérolas.

E para você que ainda não conhece, existe o ‘Proibidão’, um show no qual assina-se um termo declaratório anterior à entrada para evitar processos por causa das piadas.

Resta agora delimitar se vale tudo, se vale qualquer coisa, do ofensivo ao escatológico, para tentar fazer rir. A busca pela gargalhada então é a luta pelo domínio e pela atenção do público, deliberadamente “Custe o Que Custar”, o limite é só ser engraçado. Ou pensar que está sendo. No Zorra Total afirma-se que ‘a mulher feia não pode reclamar quando é assediada no trem’. Aqui, a piada é ofuscada por outros sentimentos, como repugnância ou asco.

Os mais agressivos da atualidade gostam de colocar como censura o adequado limite desejável, antes que se atinja o humor abjeto. Mesmo entre os que não querem limites, o próprio remédio é amargo. Recentemente, em gravação amadora vazada do “Agora é Tarde”, Marcelo Mansfield reage mal diante da ‘piada’ sobre sua barriga, disparada pelo colega Léo Lins, gritando, xingando e deixando o estúdio. Ficou feia a dissensão interna e diligenciou-se transfigurar para a pegadinha, sem sucesso. Lembro ainda a recente entrevista à jornalista Marília Gabriela, onde o abraçador de estupradores Rafinha Bastos chora ao falar do próprio pai. Vamos então, usando sua filosofia CQC, conceber aqui uma piada vil usando seus problemas pessoais com este senhor? Não, eu passo. Está claro nos dois casos que os brutos também amam.

A expressão do humor representa sua época. A Antiga Comédia, séculos antes de Cristo, era repleta de críticas mordazes à política e à sociedade. O humor, afinal de contas, é uma forma de arte extremamente consciente. O bobo da corte, aquele ‘funcionário’ da monarquia encarregado de entreter o rei e rainha e fazê-los rirem, muitas vezes era a única pessoa que podia criticar o rei sem correr riscos. Estou certa de que até o bobo sabia muito bem fazer isso, por amor ao próprio pescoço.

Fazer rir é mais difícil que fazer chorar. Fazer rir é fazer pensar e talvez por essa dificuldade é que ultimamente haja tanta apelação. Para fazer pensar é preciso pensar antes - e pensar bem. E para rir de uma piada é preciso entendê-la e para entendê-la, é preciso pensar. Este loop exige cultura, intelecto, saber, opinião. Provavelmente, na atual pandemia de autodesignados humoristas estas virtudes estejam minguadas. Bem como no público que aceita o que vem deles.

Fazer rir por rir, sem pensar, pode até acontecer, mas é dote natural em poucos. Dercy Gonçalves, José de Vasconcelos e Costinha, caricatos de per si, foram assim. Muitos deles, hoje, já provaram que são capazes de alcançar o sucesso sem aderir a essa forma de fazer humor a qualquer preço. Humor oportunista, preconceituoso, que se vale dos estereótipos pra fazer graça está por fora. Bom é a gente rir muito e no final do riso sobrar algo na cachola, herdar uma reflexão. Lendo Millôr, é assim:

“Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar” ou “Viva o Brasil, onde o ano inteiro, é primeiro de abril”.

Doutor Risadinha também destaca: SEJA UM PROFISSIONAL BEM HUMORADO


Booommm Diiiaaaa Moçada! Tudo beleza? Compartilho com vocês hoje o excelente artigo postado pelo Sidnei Oliveira, com a colaboração de Paulo Amorim e Paula Mendes, no portal Exame da editora Abril, no dia 18/abril, com o título "SEJA UM PROFISSIONAL BEM HUMORADO". Gostei muito deste artigo pelo fato de vir ao encontro de tudo que defendo em minhas palestras. Confira abaixo:
Você acha que é possível ser sério e ao mesmo tempo ter bom humor?
Durante muito tempo acreditei que não. Ao longo de minha vida, escutei muitas coisas do tipo: “Se você quer ser respeitado, tem que ser sério”, “Ser sério demonstra que você tem o controle”, “Um líder tem que ser sempre sério para demonstrar sua superioridade”, entre outras. Hoje, frases como essas soam para mim da mesma forma como aquela tradicional que diz que quando entramos em nossa empresa devemos deixar nossa vida pessoal do lado de fora e quando saímos, deixamos a vida profissional dentro da empresa.
É pura ficção.
Sem entrar em explicações muito complexas, ser bem-humorado é um estado de espírito que contagia a todos que nos cercam e nos traz um sentimento gostoso, de bem-estar, de felicidade. Pense comigo: como nos sentimos quando damos uma boa gargalhada? Tristes, preocupados? Estressados? Claro que não! Nos sentimos bem, relaxamos, abrimos espaço para mente e corpo descansarem. É um momento que, por menor que seja, nos permite recobrar energias e tomar fôlego para enfrentar qualquer desafio.
A vida é complexa, os desafios são cada vez maiores e nem sempre estaremos soltando foguetes. Tivemos e teremos momentos difíceis, o que é muito normal. Como vamos agir nesses momentos é o que importa.
Lembro-me de ter lido uma história sobre uma pessoa que tinha um semblante muito sério e por causa disso, não tinha muitos amigos e aqueles que a cercavam normalmente não interagiam com ela. Então, alguém deu a ela uma máscara que tinha um sorriso enorme e disse que se ela usasse a máscara, tudo iria mudar. E mudou. Colegas que não conversavam com ela passaram a sorrir, conversar mais, interagir mais e convidá-la para festas, reuniões e encontros. Depois de um bom tempo, ela decidiu tirar a máscara e para sua surpresa, as pessoas continuavam a sorrir, a interagir e sempre fazer questão de convidá-la para estar junto. A máscara do sorriso havia moldado seu rosto…
Adorei a história, pois mostra que, na verdade, tudo é uma questão de opção. Se praticarmos o bom humor, o pensamento positivo, a amizade e o amor, não somente moldaremos a nós mesmos, mas também aqueles que nos rodeiam.
Onde encontramos esse caminho? Bem pertinho, dentro de nós mesmos…
Paulo Amorim
“Não basta ser inteligente, é preciso também um pouco de sensibilidade”, foi o que um amigo me disse certa vez. Tudo o que somos e temos em essência é uma poderosa arma para o sucesso, qualquer que seja – profissional, pessoal, acadêmico. Até mesmo o (bom) humor!
Nos dias de hoje, em que os relacionamentos norteiam a vida de qualquer ser humano, manter a postura no ambiente de trabalho já não significa mais ser inacessível.
É sabido que produzimos melhor quando somos cercados de pessoas que nos provocam constante reflexão, e um profissional carrancudo, fechado em um quadrado imaginário 2 x 2, só atrairá profissionais desgostosos e distantes.
Não há como extrair desse cenário uma equipe entrosada, em busca de um resultado comum.
Paula Mendes
No mundo corporativo, justificamos qualquer manifestação de mau-humor como resultado de insucessos, mas esquecemos de mostrar o bom humor quando o sucesso acontece. Parece que não podemos celebrar. É como se pudesse colocar tudo a perder ao menor sinal de sorriso. Por ironia, em um mundo cada vez mais tecnológico, uma das coisas que mais vemos são câmeras com placas dizendo: “Sorria, você está sendo filmado”.
Seria ótimo se pudéssemos ser racionais com nosso humor, assim usaríamos todas as suas classificações somente nas horas mais apropriadas. Contudo, não temos o poder de controlar todos os nossos sentimentos, qualquer tentativa é facilmente identificada como falsidade.
Um bom caminho é adotar a estratégia de fazer as coisas com um bom humor, transformando suas atitudes em momentos de leveza e alegria, mas isso é difícil e raro. É uma qualidade que somente se encontra no bom profissional.